Design Thinking

Design Thinking e o caminho para se tornar a lenda da inovação nos negócios

Você sabe o que é design thinking? Conheça cada uma das suas etapas e saiba ainda como elas podem te ajudar na trajetória para um empreendimento inovador e extraordinário!

Em um mundo com surgimento constante de novas tecnologias e crescente competitividade entre empresas, as incertezas que pairam sobre a estruturação de um modelo de negócios, seja ele referente a uma empresa ou a um produto, são elevadíssimas. Em meio a esse contexto, o professor da Universidade de Stanford, Rol Faste, cunhou o termo design thinking.

Trata-se de uma abordagem criativa e sistêmica para aproveitamento de uma oportunidade a partir experimentação, criação e prototipagem de um produto ou negócio com o objetivo de se coletar o feedback da clientela. Desse modo, é possível alocar melhor recursos de diversas origens, sejam eles humanos, financeiros ou físicos. Em linhas gerais, utilizar tempo e ativos com mais consciência.

Etapas do Design Thinking

A seguir, abordaremos cada uma das etapas que incluem a abordagem de uma oportunidade via Design Thinking. Além da teoria, escolhemos um case para ilustrar a análise e o resultados envolvidos em cada uma destas para você entender o que é design thinking na prática.

O empreendimento escolhido foi um negócio estruturado por alunos da UFRJ com apoio de professores da universidade, sendo requisito para obtenção dos créditos da disciplina de Gerência da Inovação. O negócio será chamado nesse texto de Eat This (Coma Isto, em livre tradução) e envolve a venda de lanches e bebidas saudáveis.

A ideia de estruturação do negócio surgiu após os alunos constatarem que havia falta de opções saudáveis para alimentação na universidade, sendo que muitos estudantes adotavam ou pretendiam adotar uma dieta equilibrada. Entretanto, era necessário estruturar o negócio antes de realizar investimentos mais significativos.

design thinkingPrimeira etapa: Imersão (Empathize)

A partir da observação de potenciais consumidores, percebem-se necessidades trazidas à tona a partir da linguagem corporal e das reações dos mesmos aos estímulos a que são submetidos. O empreendedor ou a equipe desenvolvedora do produto devem se mostrar engajados com as pessoas a fim de criar empatia e coletar o maior número possível de percepções, de insights.

Os empreendedores do Eat This ouviram dezenas de pessoas, conduzindo a discussão para os aspectos que os interessavam, tais quais qualidade das opções oferecidas pelos restaurantes locais, diversidade dos produtos oferecidos e perfil dos interlocutores. Entretanto, os insights só puderam ser coletados porque os entrevistados se sentiram confortáveis para expor suas percepções e anseios. Por causa disso, muitos destes foram filtrados porque não eram pertinentes para o projeto.

Segunda etapa: Definição do Problema (Define)

Depois de entender que tipos de problemas o público-alvo possui, deve-se processar as informações obtidas durante a imersão e conectá-las ao conhecimento previamente acumulado. Um resultado dessa “digestão” é um perfil consolidado do cliente, com o detalhamento dos pressupostos lógicos que nortearam os envolvidos a chegar a essa conclusão.

O que o pessoal do Eat This fez foi documentar quais eram as expectativas, os anseios do cliente, bem como os grupos de produtos que eles encontravam na faculdade. Foi possível constatar que os potenciais consumidores desejam opções saudáveis, conforme o esperado, mas com preço acessível, ou seja, não estavam dispostos a pagar mais do que o habitual. Além disso, viam como diferencial para o negócio uma possível interação entre os vendedores e os clientes, o que fazia total sentido dado o perfil jovem da clientela.

Terceira etapa: Ideação (Ideate)

Definido o problema, o passo seguinte é pensar em como atacá-lo. Para isso, podem ser realizadas sessões internas de ideação a partir de técnicas como o brainstorming. O objetivo é pré-selecionar as melhores abordagens, salientando como cada uma se distingue do senso comum, de uma proposta trivial. Não é inteligente ficar engessado a uma proposta porque a incerteza em torno do que se pensa ainda é considerável e uma alternativa descartada pode voltar ao início da fila.

A solução encontrada pelos empreendedores do Eat This, após discussões internas e validações com os professores, orientadores do projeto, foi oferecer opções práticas de lanches saudáveis, com as informações nutricionais expostas nas embalagens e um ponto de venda em que ficasse clara a higiene na manipulação dos produtos.

Quarta etapa: Prototipagem (Prototype)

Nesta etapa, tiram-se as ideias e percepções do papel para montar produtos simples, que possam ser rapidamente estruturados. O objetivo é coletar novos feedbacks junto à equipe envolvida no processo de desenvolvimento, validar hipóteses e mapear dificuldades não previstas.

Os empreendedores do Eat This escolheram quatro saladas como mix de produtos inicial, sendo uma com opção proteica. Foi preciso cuidar de questões como precificação e margem de lucro esperada, logo e embalagem. Além disso, foram alugados puffs e levados instrumentos musicais para deixar o ponto de venda amigável às pessoas que circulavam no local e ainda não conheciam a marca.

Quinta etapa: Teste (Test)

Finalmente, são expostos os protótipos aos clientes, preferencialmente em situações idênticas às que eles irão encontrar quando forem comprar o produto. Com isso, há uma análise mais consistente das hipóteses elaboradas pela equipe.

No caso da Eat This, foram confirmadas as hipóteses que sustentavam o modelo de negócios, tendo os clientes gostado do ambiente projetado pela equipe e dos produtos em si. Entretanto, houve grande resistência por parte do público em relação à confiabilidade das saladas e do gosto das mesmas.

Com isso, foram planejadas melhorias operacionais pontuais e uma estratégia de divulgação mais consistente. Os integrantes do negócio viram que um pequeno food-truck com maior mix de produtos seria um investimento com boa margem de segurança após validarem hipóteses e detectarem pontos críticos para o sucesso de seu negócio.

Quer saber mais? Procure o livro “Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim das Velhas Ideias” que consagrou Tim Brown, o maior especialista em Design Thinking, e reforce seu conhecimento! Você também sempre pode entrar em contato com um de nossos consultores e continuar acompanhando o Blog da Engenharia.

Eduardo Gouveia

Graduando em Engenharia de Produção, atualmente trabalha como Gerente de Projetos e Assessor de Projetos na Fluxo. Já gerenciou projeto de Plano de Negócios.

This Post Has 3 Comments

  1. bom dia! trabalho com equipamentos industriais para padarias,hoteis, restaurantes supermercados etc. preciso de uma orientação em relaçao como atrair mais clientes neste setor ,trabalho com vendas hà 25 anos ,voltei para faculdade de MARKETING para aprimorar tecnicas de vendas e relacionamento juntos aos clientes , com essa crise alojado no País ,quero aumentar minhas vendas, obs: A cultura de determinados clientes no setor é comprar equipamento usado e reciclado, eu gostaria de mudar esse conceito , oferecendo maquinas novas com todos os procedimentos de conforto e segurança

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