Você sabe o que é uma empresa júnior? Conheça de que maneiras esse tipo de iniciativa sem fins lucrativos pode te ajudar como você nunca imaginaria!

As associações sem fins lucrativos são caracterizadas por um conjunto de pessoas reunidas em função da realização de um objetivo, sendo esse um ideal comum que não envolva finalidades lucrativas. Este princípio central pode variar muito, o que faz com que o leque de atividades sem fins lucrativos existentes seja também bastante diversificado: abrange uma empresa júnior e uma ONG simultaneamente, por exemplo.  A questão que muitas vezes acaba gerando dúvidas é que, mesmo não possuindo fins lucrativos, uma associação como essas pode realizar atividades que envolvam o lucro, desde que este seja revertido para a realização do objetivo comum. Deu pra entender? Calma aí então que eu explico melhor…

Desde os primórdios da sociedade feudal, as associações sem fins lucrativos já estavam inseridas no cotidiano das pessoas. Tem algum palpite sobre um exemplo? Sim, a própria Igreja Católica é uma das mais antigas associações que aderem à condição de não possuir fins lucrativos. Desde aquela época, toda receita acumulada por ela era revertida em sua própria estrutura para que o grande objetivo em comum fosse alcançado: disseminar e refletir os valores da doutrina cristã.

Atualmente, esses tipos de associações possuem papeis muito importantes na sociedade, visto que a grande maioria delas tem como causa principal desenvolver ações em prol da melhoria da sociedade. Você deve conhecê-las pelo nome de ONG’s.

O que são ONG’s?

ONGs são associações não governamentais sem fins lucrativos que atuam no terceiro setor da sociedade civil. Trabalham em diversas áreas como meio ambiente, combate à pobreza, assistência social, saúde, educação, desenvolvimento sustentável, entre outras. Suas funções são essenciais para a sociedade, pois seus serviços chegam em locais em que o Estado não é tão presente.

Entre as ONGs mundiais, uma das que mais se destacam é a dos Médicos sem Fronteiras ou Médecins Sans Frontières (MSF). Mundialmente conhecida por seus serviços de ajuda médica e humanitária a populações em situação de emergência, é também considerada a maior ONG de ajuda humanitária no mundo, na área de saúde.

Dr Benoit Mbiya of Médecins Sans Frontières (MSF) helping a severely dehydrated Roki Walet Tadousmane at the MSF hospital at the Mbera camp for Malian refugees in Mauritania on 2 March 2013. As of January 2012, the Malian crisis has resulted in population movements. Nearly 150,000 refugees now live in refugee camps in Burkina Faso, Mauritania and Niger, where MSF teams are providing maternal, primary and secondary health care. Since the beginning of 2013, MSF has recorded nearly 12,000 consultations and 5,000 vaccinations in these three countries. Mauritania is the country with the largest number of refugees. Mbera camp nearly 70,000 refugees who have fled for fear of reprisals or lack of access to food since the beginning of the conflict. In February 2013, the border post of Fassala (Mauritania) recorded an average of 300 arrivals per day. They are mostly women and children from Timbuktu, Lere, Goundam Larnab and Nianfuke. These Malian refugees continue to live in precarious conditions with no future prospects.

Além das associações voltadas para ações de ajuda humanitária, existem também aquelas voltadas para o desenvolvimento e educação na sociedade, como as Empresas Juniores. Estas buscam alinhar o dia a dia de alunos da graduação com a vivência de um meio empresarial na busca de conhecimento e aprendizado através da gestão de projetos.

E como funcionam essas empresas? Como elas podem te ajudar?

Utilizando como exemplo a EJ na qual trabalho, a Fluxo Consultoria – Empresa Júnior de Engenharia da UFRJ, posso afirmar que se trata de uma experiência enriquecedora em função de diversos fatores como aprendizado por projetos e a vivência do meio empresarial. Envolvendo sempre o contato com clientes e novas pessoas, descobrimos também o mais importante: fazer parte de uma equipe que compartilha dos mesmos objetivos em função do aprendizado e do benefício do desenvolvimento da engenharia nacional.

Muitas pessoas e empresas procuram as empresas juniores para a realização de seus projetos por escutarem que estas são associações sem fins lucrativos. Entretanto, muitas das pessoas que escutam esse tipo de informação podem entender de forma errada e pensar que os projetos são todos de caráter social e realizados de graça. Na realidade, não é bem assim que acontece. Os projetos possuem um caráter social, mas também contam com um preço que, mesmo estando abaixo da média de mercado, existe. Por serem empresas formadas apenas por alunos, não possuem tantos recursos como empresas seniores e nem o apoio governamental com o qual todas essas grandes ONGs ao redor do mundo contam.

Qual o impacto dessas empresas juniores na sociedade?

O valor entregue por esse tipo de associação está muito além do que projetos abaixo do preço do mercado. Pensemos nos setores impactados por esses projetos e nas pessoas envolvidas. De um lado, temos clientes que possuem problemas que toda noite tiram seu sono, mas que não têm os conhecimentos técnicos necessários para solucioná-los. Muitas vezes, essas pessoas são empreendedores que querem abrir seu negócio próprio, donas de casa que querem legalizar o imóvel de seus sonhos, proprietários de lojas e bares que querem otimizar seus processos e controlar melhor seus recursos… Enfim, as possibilidades de impacto na sociedade são inúmeras.

E do outro lado da moeda, temos as pessoas que estão fazendo esses projetos acontecerem: os gerentes de projetos. Alunos de graduação, sejam de engenharia, administração, economia, entre outras, mas que possuem um grande diferencial. A vontade de querer mudar, se diferenciar e impactar a sociedade positivamente. Esses alunos, ao ingressarem no Movimento empresa júnior, tiveram uma incrível oportunidade de se diferenciar ao viverem intensamente a experiência de lidar com pequenas empresas, empresários, jovens empreendedores. Passam a fazer parte da construção do sonho de muitas pessoas e um fator de mudança em suas vidas, ao mesmo tempo em que compõem e fomentam cada vez mais esse movimento no Brasil.

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O que é o MEJ? Movimento Empresa Júnior

O Movimento Empresa Júnior teve sua origem na Escola Superior de Ciências Econômicas e Comerciais de Paris em 1967. Hoje está presente em todos os continentes, formando uma ampla rede de empreendedorismo estudantil no mundo. Esse movimento atingiu o Brasil em 1987, com uma convocação pela Câmara de Comércio França-Brasil. De lá para cá, o movimento tomou proporções gigantescas. E hoje, o Brasil conta com uma Confederação (Brasil Júnior), 18 Federações, 311 Empresas Juniores e 11.4 mil Empresários juniores. Juntos, realizam cerca de 2.8 mil projetos por ano.

Todos esses incríveis números são resultados do esforço conjunto e consequência de uma cadeia de valor estabelecida pelo Movimento Empresa Júnior. A Brasil Júnior é a responsável pelo suporte às federações e cada uma delas fornece suporte às suas empresas juniores federadas. A rede formada trabalha de modo conjunto com o mesmo objetivo de alavancar os resultados das empresas juniores e expandir o Movimento Empresa Júnior no Estado. Outro ponto importante é a Lei 437/2012 que reconhece as empresas juniores como legalizadas no mercado através da cobrança dos documentos necessários para tal. Além disso, promovendo palestras e eventos da federação, é possível integrar e alinhar o pensamento de empresários juniores de todos os lugares. Dessa forma, busca-se criar e manter um clima de total imersão capaz de transformar toda uma geração de líderes.

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E como é feito esse suporte?

Através de uma rápida explicação, eu poderia dizer que se trata de um somatório de oportunidades, networking e investimentos que resultam em profissionais diferenciados. Funciona da seguinte forma: as federações representam o MEJ frente ao mercado e instituições que o apoiam, gerando parcerias que permitam essa geração de oportunidades através de investimentos. Assim, os resultados das Empresas Juniores são alavancados e o movimento, consequentemente, expandindo. Com essa expansão, chegamos à ponta da cadeia de Valor e à maior entrega feita pelo movimento: empreendedores cada vez mais preparados e diferenciados no mercado de trabalho.

E como isso pode me impactar diretamente?

Como eu disse anteriormente, o MEJ hoje está presente de forma bem acentuada no Brasil, impactando diretamente a vida de mais de quase 3 mil clientes por ano. Dentre esses clientes temos empreendedores, grandes, médias e pequenas empresas, instituições de ensino e até donas de casa. Os principais esforços desse movimento são: proporcionar ao estudante aplicação prática dos conhecimentos teóricos e relativos à área de formação profissional específica. Desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno também é fundamental, assim como facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado. Colocando-os em contato direto com este mercado de trabalho, fazemos com que contribuam com a sociedade também.

Essa contribuição é feita através de uma prestação de serviços, proporcionando ao micro, pequeno e médio empresário um trabalho de qualidade a preços acessíveis. Logo, podemos ver o quão grandiosa é a oportunidade de enriquecer cada vez mais esse movimento, tendo em vista o impacto social gerado e a formação dos nossos líderes do futuro.

Dúvidas sobre o trabalho de empresas juniores? 

Depois da leitura desse texto, acredito que você já esteja bem situado dentro do assunto e saiba o que é uma empresa júnior. Possuindo qualquer dúvida, não deixe de comentar!

E, por fim, se quiser compartilhar esse texto com pessoas que procuram empreender ou queiram realizar algum projeto, sinta-se à vontade. Caso não possua conhecimentos técnicos necessários e deseje serviços que alinhem excelência de qualidade e preços abaixo do mercado, fique por dentro das soluções oferecidas pela Fluxo e continue acompanhando o Blog da engenharia!