Lean Six Sigma

Lean Six Sigma: Otimizando os Processos de sua Indústria

Em uma economia altamente competitiva e globalizada, todo esforço para se diferenciar é considerado. Na urgência de obter resultados, muitos líderes se precipitam ao implementar métodos pontuais, que consideram a empresa como partes, não como unidade. Nesse contexto entra o Lean Six Sigma, a metodologia de otimização resultante da fusão entre o Lean Manufacturing da Toyota e o Six Sigma da Motorola.

Lean Manufacturing

As diretrizes desse método foram estabelecidas pela japonesa na década de 50, uma época em que o país estava devastado pós-Guerra Mundial e suas empresas beiravam o colapso. Buscando reduzir custos ao máximo e entregar um produto de qualidade, o Lean Manufacturing nasceu com o objetivo de cortar os oito desperdícios-chave:

  • Processamento Impróprio – é necessário entender o que agrega valor para o cliente antes de processar, para que não seja gerado algo sem sentido
  • Produção Excessiva – o erro de cálculo de demanda acarreta uma cadeia de custos além do que seria necessário
  • Estoque – como é dito no Lean, “é dinheiro parado”
  • Transporte – naturalmente não agrega valor ao produto, então deve ser minimizado
  • Movimentos Desnecessários – o tempo perdido em deslocamentos ou ações excessivas poderia ser utilizado para produzir
  • Defeitos e Retrabalho – não só há perda de tempo, como também há custo dobrado
  • Espera – é um sintoma da falta de fluidez/integração dos processos
  • Conhecimento – um operador de máquina, assim como qualquer outro colaborador, deve ter o espaço para opinar, uma vez que quanto maior a perspectiva, mais fácil será vislumbrar uma brecha na produção

Percebe-se que os desperdícios podem ser resumidos em cinco princípios. O primeiro é o Valor, onde se entende que a empresa deve compreender a necessidade/procura do cliente para se moldar à mesma. O segundo é o Fluxo de Valor, que se resume a identificar quais etapas agregam valor ao produto, eliminando tudo que não se encaixar. Em sequência, há o Fluxo Contínuo, em que a produção não pode ter interrupções, visando entregar com a maior rapidez para o cliente. Há também a Produção Puxada, que consiste na iniciação dos processos somente por demanda. Finalmente, a Perfeição, a melhora contínua do produto e, assim, da produção.

Para atingir esse objetivo complexo, o Lean Manufacturing é dotado de certas ferramentas. Primeiramente, o Kaizen é o contraponto ao desperdício do Conhecimento, buscando a melhora do produto em cima do diálogo com os colaboradores. Já o Kanban mira os problemas de Produção Excessiva, Processamento Impróprio e Estoque, baseando-se na Produção Puxada. Há também o Single-Minute Exchange of Die (SMED), que é direcionado aos Movimentos Desnecessários, reduzindo ao máximo o tempo de trocas e mudanças de máquina e/ou de pessoal. Em relação aos casos de Transporte e Espera, os 5S objetivam garantir maior fluidez. Finalmente, o Poka Yoke adereça os Defeitos e o Retrabalho, dado que consiste na anulação da possibilidade de falhas.

Six Sigma

O Six Sigma tem suas origens na Motorola dos anos 80, onde foram determinadas a estatística e as fórmulas originais. Entretanto, a metodologia ganhou destaque somente quando a General Electric a utilizou para escapar da falência. Tendo iniciado sua experiência com 170 executivos sendo imersos na teoria, atualmente a GE acumula cerca de US$ 5 bilhões resultantes da implementação.

O Six Sigma consiste em reduzir a variabilidade de uma produção. Em outras palavras, seu objetivo é manter os produtos o mais próximo de um padrão quanto for possível.  Com isto em mente, desenvolveu-se o DMAIC, o método-base.

     Lean Six Sigma

  1. Definir (Define) – estabelecer o escopo do projeto, os objetivos a serem atingidos, quem irá executar, o cronograma, entre outros
  2. Medir (Measure) – coletar todos e somente os dados necessários
  3. Analisar (Analyze) – fazer a análise crítica do que foi coletado e entender os problemas e suas raízes
  4. Melhorar (Improve) – traçar um plano de ação para sanar as falhas dos processos e implementá-lo
  5. Controlar (Control) – fiscalizar o andamento das soluções e retificá-las caso necessário

Para tornar esse sistema possível, utilizam-se amplamente sete ferramentas: diagramas de causa-consequência, histogramas, folhas de controle, fluxogramas, gráficos de controle e de Pareto e diagramas de dispersão.

Lean Six Sigma: Distribuição Gaussiana

Distribuição Gaussiana das Frequências: Seis Sigma

A fusão

As diferenças entre as duas metodologias são o que as fazem complementares. Elas dividem um objetivo comum, mas se utilizam de meios distintos para identificar as fontes de resíduos processuais e erros. O Lean busca otimizar o processo, enquanto o Six Sigma elimina desperdícios  decorrentes das variações na produção. Desta forma, a localização de deficiências na empresa é mais rápida e eficiente.

Além desse ponto, também é válido considerar que o Lean Six Sigma une a dinâmica Top-Down do Six Sigma e a Bottom-Up do Lean trazendo maior perspectiva para identificar falhas e propor soluções sobre as mesmas.

Lean Six Sigma: Como implementar?

“O desafio mais significativo é mudar as pessoas e sua mentalidade.”

– A. Aruleswaran, “Changing with Lean Six Sigma”

O primeiro passo para a implementação, antes mesmo de traçar os objetivos, é o alinhamento da equipe. Não são poucos os casos em que a ânsia por mudança acaba por boicotar o projeto, seja saltando etapas, seja não as executando propriamente. É essencial que todos os envolvidos, direta ou indiretamente, entendam a metodologia. Dessa forma, enxergarão valor no tempo tomado e nos esforços exigidos para atingir o resultado esperado.

Após o estudo aprofundado do método, traçam-se as metas e objetivos, tendo sempre como parâmetro o cenário vigente da empresa. Não se pode esquecer que a empresa é um organismo, logo o diagnóstico inicial, assim como o próprio Lean Six Sigma, deve percorrer todos os seus setores.

Em cima desse panorama será possível aplicar os conhecimentos do Lean e do Six Sigma. Porém, atente-se: certos problemas serão mais eficientemente resolvidos com as técnicas de algum dos métodos. Situações pequenas onde há menor número de variáveis envolvidas exigem um conhecimento mais Lean que Six Sigma, por exemplo. É importante ter isso em mente para evitar retrabalho ou até a má interpretação de um problema.

Ainda assim, a confiança no método é vital. Como citado previamente, a tentativa de apressar o processo ou adaptá-lo à empresa pode ser nociva ao desempenho já atingido. O Lean Six Sigma é estudado e testado por cientistas em todo o mundo em empresas de todos os portes e especificações. Com essa bagagem, é reconhecido pela eficácia, desde que seguido rigorosamente.

Por fim, com as mudanças já em ação, a constante revisão é o caminho para garantir o sucesso do projeto, não só no curto como também no longo prazo. Parte do legado do Lean Six Sigma é a consciência de que todos na empresa têm a capacidade e a responsabilidade de zelar pelo avanço contínuo da mesma, exigindo uma constante reavaliação dos gargalos.

Mais que uma metodologia de otimização, o Lean Six Sigma é uma forma de pensar.

Quer otimizar os processos da sua indústria? Entre em contato conosco e peça o orçamento de um projeto!

 

Fluxo Consultoria

Somos um grupo de graduandos da UFRJ que decidiu ir além das salas de aula da mais tradicional Escola de Engenharia do Brasil. Em busca de vivência empresarial e experiência em gestão, queremos nos preparar o quanto antes para o mercado de trabalho. Para isso, realizamos projetos de engenharia com a supervisão dos professores para resolver os problemas de nossos clientes.

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