Alimentos Orgânicos

Conservação de alimentos orgânicos: Saiba como fazer seu alimento durar mais

Conservação para alimentos orgânicos

Você sabia que, atualmente, o mercado de alimentos orgânicos é um dos que mais cresce em âmbito mundial, comparando-se ao crescimento da indústria da informática?

Porém, nos deparamos frequentemente com algumas dúvidas, como “Os produtos convencionais não duram mais? ”, “Como faço para minha produção de orgânicos ter maior durabilidade? ”, “Quais são as técnicas e logística utilizadas? ”

Primeiramente, vamos entender um pouco sobre o que, exatamente, é a cultura de alimentos orgânicos.

Cuidados na conservação dos alimentos

Caso você seja um produtor e já tenha um desenvolvimento de produtos em larga escala, deve ficar bem atento aos seguintes métodos:

  • Para evitar possíveis contaminações entre os alimentos orgânicos e os convencionais, os mesmos devem ser processados, armazenados e transportados de forma separada.
  • Os produtos biodegradáveis são os únicos que devem ser utilizados na limpeza dos maquinários e instalações.
  • Deverão ser utilizados exclusivamente materiais biodegradáveis e/ou recicláveis para o envase dos produtos
  • É obrigatório conter na rotulagem de informação nutricional dos produtos os tipos e as quantidades de aditivos, os coadjuvantes de fabricação e outros produtos de origem não orgânica nele contidos.
  • A higiene e as condições ideais do local de armazenagem e transporte de produtos são essenciais para obter a certificação de sua qualidade orgânica.

Agora, caso você seja um consumidor e deseja saber como conservar esses alimentos em casa, fique atento aos cuidados:

  • Compre frutas, verduras e legumes, de preferência no dia ou poucos dias antes de usá-los.
  • Verifique se possuem o selo da certificadora na embalagem, o que garante que os produtos são realmente orgânicos.
  • Lave as folhas, frutas e legumes um a um, em água corrente, para tirar a sujeira, algum resto de terra ou pequenos insetos;
  • Seque bem todos os alimentos antes de guardá-los.
  • Guarde-os em sacos plásticos na geladeira, com pequenos furos para que a fruta, legume ou verdura possam respirar. Sem o saco plástico, o produto tem maior área de contato com o ar e deteriora mais rapidamente.
  • Para ajudar a conservar a umidade do alimento, bem como o seu frescor, guarde frutas, verduras e legumes na prateleira mais baixa da geladeira.
  • Para evitar a contaminação cruzada, separe os orgânicos dos convencionais.
  • Ervas delicadas (salsinha, cebolinha…) devem ser guardadas em sacos plásticos. Em seguida, prenda a parte aberta com um elástico ou um barbante, e leve à geladeira. Ervas não tão delicadas (tomilho…) podem ser amarradas frouxamente junto com um barbante e pendurados ao ar livre.

Quais conservantes utilizar?

Já tendo em mente o manejo dos alimentos e os devidos cuidados, podemos utilizar, também, algumas técnicas alternativas para conservação

Técnicas caseiras:

  • cloreto de sódio (também conhecido como sal de cozinha) dependendo da concentração utilizada, o sal possui atividade antimicrobiana, pois limita a quantidade de água disponível no alimento, devido a sua propriedade higroscópica e ao efeito salting out, e evita que o mesmo absorva água presente no ar, o que impede que os micro-organismos contidos nele se desenvolvam.
  • Compotas, geleias e conservas: Com todas as técnicas modernas e científicas atuais, as vezes esquecemos das tradições antigas que eram utilizadas para a conservação de alimentos, como é o caso das compotas, conservas e geleias de frutas, legumes e grãos. Nestes, é utilizada a alta temperatura para a inibição do crescimento bacteriano, técnica denominada de pasteurização, a qual é feita após o envasamento do produto, em uma panela com água fria até preencher 3/4 da altura dos vidros, e então levada ao fogo por 30 minutos após fervura. Desta forma, evitamos os conservantes artificiais.
  • Limão: É um famoso antioxidante por ter a vitamina C (ácido ascórbico) que evita o apodrecimento do alimento. Ele ainda possui o ácido cítrico, ácido orgânico responsável por inibir o crescimento de fungos e bactérias.

Em contraponto às técnicas caseiras, existem técnicas específicas para cada tipo de alimento, onde é necessário um estudo específico para saber ao certo qual método de conservação usar.

Um desses métodos de conservação, que pode ser considerado um dos mais globais, é o uso das embalagens funcionais. Estas têm a finalidade de proteger, viabilizar o transporte dos produtos, conservar , expor e vender de forma a atuar também na versatilidade e fortalecimento da imagem do produto. Ademais, no âmbito da conservação, atuam não necessariamente no produto em si, mas embarreirando o meio no qual o produto está inserido.

Um exemplo são as embalagens antimicrobianas. É um tipo promissor de embalagem ativa que apresenta substância antimicrobiana incorporada e/ou imobilizada no seu material.

O princípio básico de atuação é a adição de uma barreira extra (microbiológica) às barreiras físicas, conferindo um aumento de vida útil ao alimento.

As embalagens ativas são aquelas que além de proteger, promovem interações com o produto que podem gerar mudanças positivas para ele. Diferente das embalagens comuns, como o mecanismo à vácuo, o qual só promove uma barreira inerte a influências externas.

A alternativa que vem sendo estudada para as embalagens funcionais como forma de substituir os agentes fungicidas comerciais é o uso de óleos essenciais, os quais, segundo estudos, vem indicando um grande potencial de atuação na conservação de alimentos como agentes antimicrobianos e antifúngicos. Os tipos de óleos essenciais que já foram testados são vários, dentre eles os óleos de capim-limão, canela, melaleuca, alecrim, cipreste, lavanda, entre outros.

Para a utilização de um óleo essencial como método de conservação, é necessário um estudo aprofundado e da realização de testes microbiológicos para validar este método, de acordo com a composição química do polímero e do alimento.

Sendo assim, vemos que os métodos para a conservação de alimentos orgânicos são os mais variados, dos métodos caseiros aos de escala industrial.

Por que comprar alimentos orgânicos?

Mas agora você deve estar se perguntando: “Será que vale a pena comprar alimentos orgânicos ao invés dos convencionais?” Ou ainda, “Será que os alimentos convencionais não duram mais?”

Pois bem, os alimentos convencionais não duram mais, uma vez que a adubação sintética nitrogenada, proibida na Agricultura Orgânica, leva a um aumento no teor de água dos vegetais, tornando tais alimentos mais perecíveis.

Só cuidado para não se confundir! Utilizar um método de conservação com o uso de aditivos não artificiais não fará o alimento se tornar orgânico. O que torna o mesmo puramente orgânico é todo o processo de produção, desde o cultivo, passando pela distribuição, manejo e armazenagem.

Por fim, os produtos orgânicos, tanto de origem animal como vegetal, não só são mais saudáveis, como também têm mais sabor e possuem todas as vitaminas e minerais preservados. Nos tornamos, dessa forma, consumidores mais conscientes, cujos cuidados vão além da questão alimentar, como lixo, água, energia, transporte e meio ambiente.

Ficou interessado sobre a questão de conservantes para comercialização? Conheça formas de conservar alimentos por mais tempo no nosso artigo. Entre em contato conosco e continue seguindo o Blog da Fluxo para estar sempre a par de todas as novidades!

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