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Como escolher as melhores embalagens para alimentos?

Descubra a melhor maneira de utilizar embalagens à favor do seu produto

Se você comercializa alimentos, certamente está ciente de que a durabilidade de alimentos é de extrema importância para que um empreendimento na área dê certo. O estudo detalhado de métodos de conservação com embalagens para alimentos é imprescindível para que a validade se estenda e o empreendimento se firme, uma vez que problemas com a durabilidade do seu produto e a logística serão amplamente mitigados. Tal estudo não refere-se somente à aditivos químicos  – naturais ou sintéticos – à receita. Mudanças físicas, como do processo de produção ou embalagem, também são de extrema importância para prolongar a duração do produto.

De modo geral, os alimentos estragam porque os microrganismos se alimentam de sua matéria orgânica, liberando substâncias que podem fazer mal ao consumidor. Além disso, os alimentos interagem com o meio externo, podendo sofrer alterações químicas e físicas, influenciando em suas características organolépticas. Dentre os agentes que provocam a deterioração do produto, devemos destacar microrganismos, patogênicos contaminantes, umidade, oxigênio e luz.

Deve-se ter em mente que tudo que abrange o método de conservação visa mitigar a presença de microrganismos que alteram o produto, fazendo com que, posteriormente, ele não possa mais ser consumido. Existem várias maneiras de postergar a ação destes agentes sobre o alimento. Uma delas é por meio da embalagem.

Embalagens para alimentos: uma proteção primordial

A embalagem representa uma barreira física que protege o alimento do ar, luz, umidade, sujidades e microrganismos presentes no meio externo. Além disso, possui outras funções como proteger de choques mecânicos durante o transporte ou manuseio; informar fornecedores, distribuidores e clientes (por meio da rotulagem e imagem que se passa do produto); atrair a atenção do consumidor e facilitar o transporte, o manuseio e o consumo.

No que tange a escolha de embalagens para alimentos, deve-se ter em mente que todos fatores citados são determinantes para encontrar o ideal para o seu produto. Espera-se unir a conservação do alimento adequando o aspecto do produto aos desejos do público alvo, criando um método mais eficiente de comercialização e que não prejudique a logística.

Para tal, é importante que se leve em consideração o produto e suas restrições, seu público alvo e suas expectativas. Ou seja, preferências que o consumidor pode ter, características que o atraiam, o modo que as pessoas estão acostumadas a ver o produto. Também se deve estar atento aos processos pelo qual ele passa, uma vez que a embalagem deve proteger o alimento, sem que altere a forma dele ou prejudique sua produção; e, por fim, seu transporte desde a fabricação até o consumidor.

Classificações de embalagens para alimentos

As embalagens para alimentos podem ser classificadas de acordo com diferentes características, de acordo com diferentes parâmetros e que variam de acordo com sua finalidade ou características desejadas.

De acordo com a facilidade de transporte e manuseio proporcionada.

Primárias: Aquelas que ficam em contato direto com o produto.

Secundárias: Contém uma ou mais primárias, podendo ou não serem indicadas para transporte. É usada em uma combinação de diferentes embalagens.

Terciárias: Agrupam diversas embalagens primárias ou secundárias, sempre com a finalidade do transporte.

De acordo com a rigidez (atrelada à espessura).

Rígidas: Apresentam maior proteção do produto à ação mecânica, devido a sua maior espessura.

Semirrígidas: São representadas pelas bandejas de alumínio ou poliestireno expandido e as caixas de cartolina.

Flexíveis: São moldadas no formato do produto a ser acondicionado, como as folhas de alumínio, os filmes plásticos e as folhas de papel.

Contudo, a classificação mais importante é de acordo com o material. É fundamental associar suas características às do produto para obter um resultado satisfatório. Dentre os materiais mais utilizados para alimentos, deve-se destacar os seguintes:

VIDRO

Sendo o material mais inerte utilizado para embalagens de alimentos, pode ser considerado totalmente impermeável a gases. É muito utilizado no formato de garrafas, copos e potes. Também existem na versão clara e escura, se adequando a necessidade de proteção a luz. Podem comportar qualquer tipo de alimento, porém usualmente armazenam líquidos, conservas e alimentos pastosos. É indicado para produtos que recebem tratamento térmico após o envase.

VERNIZ

Têm como função principal minimizar as interações dos metais das embalagens com os produtos enlatados. Eles devem ser de fácil aplicação e secagem, boa aderência, flexibilidade, resistência química, mecânica e a altas temperaturas, não transmitir sabor ou odor ao produto, nem risco de toxicidade e ter custo reduzido, já que será utilizado com outro material.

METAL

Suas propriedades fundamentais são a resistência à corrosão e a resistência mecânica. As embalagens de metal apresentam menor custo que as de vidro e são utilizadas no armazenamento de conservas de legumes, de pescado, de carnes e de frutas. Também são úteis para cervejas, bebidas carbonatadas, produtos lácteos em pó, xaropes, óleos alimentares, chocolate, café e biscoitos. Sua desvantagem é que depois de aberta, a embalagem de metal perde sua eficiência em relação a proteção do alimento.

  • Folha de alumínio

Apresenta leveza; flexibilidade; facilidade de manipulação nos processos de corte e bobinamento; boa resistência à oxidação atmosférica; boa resistência à sulfuração; material inerte; baixa resistência a alimentos ácidos; menor resistência mecânica e custo elevado.

  •  Folha de Flanders

A Folha de Flandres (FF) é um material heterogêneo, constituído basicamente por uma lâmina de aço com baixo teor de carbono. Ela é revestida em ambos os lados com uma camada de estanho, mais uma camada de passivação, protegida por uma camada de óleo. O aço-base, devido a sua espessura e dureza, confere à embalagem as propriedades mecânicas. Já a camada de liga e o estranho influenciam na resistência à corrosão a alimentos ácidos. O verniz escolhido dependerá do alimento que a embalagem irá comportar.

  • Folha de Stancron

É uma folha de aço de menor revestimento de estanho e com um filme de cromo superior ao das folhas convencionais, o que acrescenta uma proteção adicional à corrosão. Foi desenvolvida como alternativa à folha de flandres, a um custo mais baixo.

PLÁSTICO

O plástico ou polímero é um material que tem a capacidade de ser moldado em condições especiais de calor e pressão. Podem ser classificados em termofixos ou termoplásticos.

Termofixos: Materiais que podem ser moldados com a ação do calor e pressão, porém a reação é irreversível. São muito usados na preparação de tintas, vernizes e adesivos.

Termoplásticos: Materiais que são moldáveis quando sujeitos a ação do calor e pressão, ou seja, no calor se deforma facilmente, podendo ser remodelado e novamente solidificado mantendo a sua nova estrutura. São os de maior uso nas embalagens de alimentos.

Exemplos de materiais de embalagens plásticas:

  • PET

sesefarrTrata-se do polietileno tereftalato, que é um polímero que possui propriedades termoplásticas e pode ser reprocessado diversas vezes. Trata-se de um tipo de material indicado para fibras, peças moldadas por injeção, bem como garrafas e frascos moldados por sopro. Por isso, é utilizado, principalmente, nas indústrias de bebidas para a produção de frascos de refrigerantes e água mineral.

  • BOPP

É um película de polipropileno biorientada: um plástico não transparente, exceto na forma de filme, pois quando amassado adquire uma coloração branca ou prateada. É conhecido como o mais leve dos plásticos, devido a sua densidade baixa. Na sua forma não-orientada apresenta resistência à tração duas vezes maior que a do polietileno e quando orientado essa resistência torna-se quatro vezes maior.

  • Polietileno

É o material plástico transparente mais vendido e de menor preço atualmente no mundo. Sua densidade é a característica mais importante, ou seja, quanto maior a densidade, maior sua resistência mecânica, temperatura e barreira. O de baixa densidade (PEBD) é uma embalagem mais flexível, já que se trata de um filme encolhível; já o de alta densidade (PEAD) é inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química. Usado para carnes, frutas, vegetais frescos e produtos alimentícios secos como cereais, farinhas, café, leite em pó.

Embalagens para alimentos: conservação e segurança

A utilização de embalagens para alimentos como método de conservação pode aumentar o custo final de produção do produto. Logo, tal parâmetro deve ser levado em conta para a escolha do que melhor se adequar. Embalagens de vidro exigem que haja um transporte cuidadoso, logo, mais caro; já quando se usa verniz deve-se ressaltar que o insumo é de alto custo. Embalagens de papel são mais baratas e de mais fácil produção; enquanto as de plástico geralmente são baratas quando compradas em alta quantidade.

Além dos materiais citados anteriormente, há outros que podem ser de grande importância no que tange às embalagens para alimentos. O poliestireno (PS), por exemplo, é um material transparente como o vidro, sólido, brilhante, inodoro, não prejudicial à saúde, resistente à umidade, mas muito frágil. Quando ocorre uma modificação deste polímero por um agente expansor e estabilizante obtemos o ISOPOR, que é um bom isolante térmico, inerte, muito leve e possui alta resistência ao impacto. O polipropileno (PP) pode ser caracterizado por possuir elevada resistência química e à fratura por flexão, fácil modelagem e coloração e atóxico. E, por fim, o policloreto de vinila (PVC) que é leve, um bom isolante térmico, elétrico e acústico, impermeável a gases e líquidos, sólido e resistente à choques.

Qual a melhor entre as embalagens para alimentos?

A escolha da embalagem deve levar em conta seu custo-benefício. É importante avaliar o custo de inserir uma nova embalagem perante o custo de produção de modo geral, frente às melhorias que elas podem vir a realizar na venda e na logística como um todo. Existem embalagens de diversas faixas de preço, que podem ser mais simples ou complexas. Sendo assim, é imprescindível uma análise detalhada das opções à disposição no mercado.

Diante disso, torna-se evidente que para a escolha da embalagem ideal para um produto, deve ser feita uma análise detalhada seguindo muitos parâmetros. Nos projetos de métodos de conservação realizados pela Fluxo Consultoria, realizamos, dentre outros, o estudos de embalagens para alimentos. Caso queira saber mais à respeito neste link há uma explicação sobre a importância e etapas do estudo à respeito da conservação de produtos como um todo.

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