Muitas atividades do nosso cotidiano são responsáveis pela emissão de gás carbono (CO2) para a atmosfera. Depois da industrialização, muitas das nossas atividades como, por exemplo, ir ao trabalho de automóvel, assistir TV, tomar banho, comer, etc. Passaram a consumir mais recursos e liberar cada vez mais dióxido de carbono.
Sabemos que o acúmulo de gases na atmosfera intensifica o efeito estufa, que é o responsável por manter a temperatura média global e impede uma grande variação térmica, o que faz ser possível a existência de vida em nosso planeta.
Outra consequência do acúmulo desses gases na camada é o aquecimento global, que provoca um aumento da temperatura da terra já que esse acúmulo faz reter ainda mais o calor irradiado, ao aumentar a temperatura terrestre, pode acarretar derretimento das geleiras que agravaria o calor, no qual algumas espécies não suportariam e, consequentemente, desencadearia um desequilíbrio ambiental, ou seja, colocaria em risco a vida dos seres vivos e de todo o planeta.
E como isso é uma preocupação global e nós somos os principais responsáveis pelo agravamento do efeito estufa, se fez necessário pensar em como lidar para diminuir e compensar a emissão de CO2 na atmosfera, por isso surgiu os créditos de carbono.
Se você quer saber o que são e como funcionam esses créditos de carbono, continue aqui para entender a importância desse método e como ele impulsiona o mercado! Boa leitura.
O que são créditos de carbono?
Os créditos de carbono representam o certificado de uma tonelada de carbono que não foi emitida para a atmosfera, ou seja, a cada uma tonelada de CO2 não emitido é gerado 1 crédito de carbono que pode ser comercializado como moeda entre empresas de diversos países.
Há várias maneiras de gerar créditos de carbono como, por exemplo, a substituição de combustíveis poluentes por outros menos poluentes, em fábricas, ou a substituição de biomassa não renovável por aquelas que são renováveis e que diminuem o desmatamento.
Por meio desse cenário novo, depois das substituições, e comparando com o cenário antigo é possível calcular quanto de carbono deixou de ser emitido e convertido em créditos.
Um pouco da história de como surgiu
Os créditos de carbono passaram a valer depois do acordo internacional estabelecido conhecido como protocolo de Quioto, feito entre os anos de 2008 e 2012, que dizia que os países desenvolvidos teriam meta de reduzir 5,12% das emissões de gases do efeito estufa, isso relacionado aos níveis medidos de 1990.
Embora a meta fosse coletiva, alguns países estabeleceram metas individuais de acordo com seu nível de desenvolvimento, mas claro que os países mais desenvolvidos tinham um alerta para seguirem metas maiores e proporcionais. E os créditos seriam comercializados apenas entre os países que tinham metas a cumprir.
Depois veio o acordo de Paris com o tratado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, que substituiu o protocolo de Quioto para que cada país definisse suas próprias metas de redução de emissões e de que maneira iriam reduzir, bem poderia comercializar seus créditos com quem quisessem.
Como é a comercialização dos créditos de carbono?
Os créditos de carbono são separados em três vertentes:
- Modo unilateral: corresponde ao desenvolvimento de projeto para diminuir emissões de CO2 e é proposto por um país em desenvolvimento para ser realizado em seu próprio território. Com esse projeto, os créditos correspondentes gerados podem ter o valor estipulado pelo próprio país que elaborou.
- Modo bilateral: corresponde ao desenvolvimento de projeto feito por um país desenvolvido para atuar em um país em desenvolvimento. Cada dióxido de carbono não emitido é convertido em crédito para o país que implementou o projeto, no entanto, os valores dos créditos de carbono são estipulados pelo país industrializado.
- Modo multilateral: já este corresponde ao desenvolvimento de projeto que são implantados e financiados por um fundo internacional, o qual estipula os valores dos créditos de carbono gerados para o comércio.
Fato é que o mercado de carbono movimenta milhões de dinheiro por ano, como mencionado pela Point Carbon, em 2007, o mercado de carbono movimentou cerca de 40 bilhões de euros.
Além disso, existem algumas bolsas de crédito no mundo, as mais conhecidas são a da Europa – European Union Emissions Trading Scheme, a da America – Chicago Climate Exchange, a do Brasil – Bolsa de Mercadoria de Fundo, a da Oceania – New South Wales, e a da Ásia – Keidanren Voluntary Action Plan.
Quais as vantagens e desvantagens?
#01. Vantagens
A maior vantagem dos créditos de carbono são a de amenizar o agravamento do efeito estufa e do aquecimento global pela diminuição do dióxido de carbono na atmosfera, em toneladas, o que diminui o risco de um colapso do planeta preservando, portanto, o meio ambiente e os seres vivos.
Além do benefício relacionado à questão ambiental, os créditos de carbono também favorecem os países com dificuldade em reduzir CO2 de suas atividades, logo torna-se uma alternativa em comprar os créditos para reduzir suas parcelas e atingir suas metas.
Outro ponto é de que os países em desenvolvimento conseguem elaborar projetos sustentáveis em seus territórios, bem como otimizar sua economia com a comercialização dos créditos de carbono.
#02. Desvantagens
Uma das desvantagens que os créditos de carbono têm de acordo com alguns estudiosos ambientalistas, é a de que esses créditos mascaram países que não atingem suas metas de menor emissão de CO2 e ainda fornece o passe-livre para continuar poluindo caso negociem e comprem mais créditos.
Como mencionado mais acima, o mercado de carbono tem um forte impulso na economia de muitos países por isso, tende a ser supervalorizado.
Com a supervalorização dos créditos, isso pode até acarretar um prejuízo aos países em desenvolvimento, uma vez que não possuem tecnologias suficientes para implementar projetos a fim de diminuir a emissão de CO2 e acabam dependendo da compra desses créditos para atingir seus objetivos, mas com o valor exorbitante a compra seria impossibilitada.
Conclusão
Agora que você conheceu mais sobre esse método que é importante para reduzir a emissão CO2 a fim diminuir o agravamento do efeito estufa, espero que tenha compreendido como funciona sua comercialização já que é importante para a economia de um país também.





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