Vender um produto da indústria de alimentos não é uma tarefa fácil como pode parecer. Desde o momento que legumes e vegetais são colhidos da terra, peixes são pescados ou frutas são retiradas de seus pomares, por exemplo, eles começam a sofrer diversos processos de deterioração que alteram suas propriedades, tornando-os impróprios para consumo depois de certo tempo e exigindo a utilização e estudo de métodos de conservar alimentos.
Uma empresa no ramo alimentício não quer que seus alimentos percam a validade rapidamente, certo? Os gastos que são feitos com os alimentos que acabam estragando não retornam nenhum lucro, e isso não é nada agradável para uma instituição que visa o crescimento.
Por isso, é preciso entender, primeiro, quais tipos de deteriorações podem ocorrer nos produtos alimentícios que armazena no estabelecimento e depois as formas de conservar alimentos por mais tempo e só depois criar um conservante ou produto químico.
Os processos de deterioração podem ser:
- Físicos: Qualquer alteração na estrutura física do alimento, como quebra parcial e rachaduras, podem facilitar a entrada de microrganismos em seu interior e seu desenvolvimento.
- Químicos: Os macronutrientes do alimento (proteína, carboidrato e lipídios) são utilizados por microrganismos, gerando vários tipos de compostos químicos que alteram desde o sabor do alimento até o cheiro exalado.
- Microbiológicos: A presença de micróbios no alimento, ou a toxina gerada por eles, que podem causar doenças alimentares, como por exemplo intoxicações.
O que deve ser feito para conservar alimentos?
E aí serão necessários os Métodos de Conservação. Análises em laboratório devem ser feitas para que seja determinado quais os processos de deterioração (físico, químico e microbiológico) que estão ocorrendo ao longo dos dias. Entre as análises realizadas estão os testes de acidez, umidade, pH, atividade de água e textura.
Dependendo do processo de deterioração, diferentes soluções podem ser tomadas a fim de conservar o alimento ou produto por mais tempo, evitando sua rápida deterioração.
Atualmente, conservar alimentos com o método por aditivos vem sendo muito utilizado no mercado. Como explicamos nesse artigo, os famosos conservantes artificiais entram em ação contra a ação microbiana, aumentando o tempo de vida dos alimentos.
Um conservante eficaz deve ser aquele que:
- Combate o desenvolvimento de um grande número de microrganismos;
- Não é tóxico ao ser ingeridos;
- Não é alérgico e não leva ao aumento da propensão a alergias;
- É eficaz em pequenas doses;
- Não modifica cor, sabor, odor e textura.
Os conservantes químicos estão desde os pães até os industrializados, desempenhando um papel fundamental nas indústrias de alimentos e na vida dos consumidores. Entretanto, muitos empreendedores arriscam-se sem apoio especializado usando conservantes populares como sorbato de potássio, uma forma perigosa de conservar alimentos é um risco aos consumidores.
ANVISA regula os métodos de conservação
Vale a pena ressaltar que existem várias legislações a serem seguidas para a adequação da conservação de um determinado alimento, pois cada tipo de alimento (frutas e vegetais, gorduras, laticínios, etc.) possui uma legislação própria e um grupo de conservantes que podem ser utilizados, e cada conservante possui uma determinação do máximo a ser utilizado na composição do produto.
Portanto, a escolha do melhor método de conservar alimentos se torna essencial para um aumento de vendas e expansão de um negócio no ramo alimentício.
Ficou com alguma dúvida sobre formas de conservar alimentos e bebidas? Não deixe de saná-la nos comentários abaixo e acompanhar as postagens do blog para mais artigos sobre o tema. Se preferir, entre em contato para saber mais dos projetos sobreMétodos de Conservação e tire dúvidas com consultoria da UFRJ.


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