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Como identificar um fenômeno corrosivo?

Como identificar um fenômeno corrosivo?

estrutura metálica enferrujada

O fenômeno corrosivo está presente nos mais diversos contextos e muitas vezes acaba passando despercebido, causando problemas estruturais e monetários. Assim, saiba como identificar esse acontecimento em um ambiente e evite perdas!

corrosão, apesar de muitas vezes ser subjugada, gera diversos custos monetários para os cidadãos e as empresas. Em 2015, ocorreu uma pesquisa da International Zinc Association (IZA) com o apoio da Universidade de São Paulo (USP). A partir dela, foi avaliado que 1-5% do PIB (Produto Interno Bruto) de um país é consumido por esse fenômeno.

No Brasil, país com grande extensão litorânea e, consequentemente, com significativa atuação da maresia, o fenômeno corrosivo representou 4% do PIB. Na época, esse valor foi o equivalente a R$ 236 bilhões para a reposição de equipamentos degradados pela corrosão.

A CORROSÃO

A corrosão pode ser caracterizada como a deterioração de um material, usualmente metálico, por meio de uma ação química ou eletroquímica. A partir disso, essa peça sofre alterações desfavoráveis e prejudiciais, como por exemplo, alterações físicas que podem a tornar inadequadas para o uso.

Ainda nesse contexto, é importante ter em mente que todos os metais e ligas estão sujeitos à corrosão. Nenhum material pode ser empregado em todas as aplicações sem o risco de se degradarem.

Para saber como um fenômeno corrosivo pode ser identificado, estamos considerando a morfologia, ou seja, a aparência de uma peça que está sofrendo a sua ação. Nesse viés, é importante revisar periodicamente os equipamentos para certificar-se que não houve nenhuma alteração neles. Por isso, é essencial ter precaução e conhecer as principais causas, pois isso auxilia na resolução e prevenção de outras ocorrências.

Basicamente, ao abordar esse  assunto, existem quatro principais tipos de corrosão: uniforme, em placas, alveolar e por pite. A seguir, vamos tratar brevemente sobre cada um desses fenômenos corrosivos e quais mudanças eles provocam nas peças. Assim, caso algum equipamento seu apresente alguma das características apresentadas, é fundamental que medidas sejam buscadas para solucionar o problema.

CORROSÃO UNIFORME

Quando notar uma perda uniforme da espessura do material em toda a extensão da superfície, estamos lidando com o fenômeno corrosivo mais comum, a corrosão uniforme. Ela ocorre, principalmente, em estruturas expostas à atmosfera e, em casos graves, pode levar ao desgaste de toda a superfície do metal, gerando perda uniforme de espessura.

CORROSÃO EM PLACAS

Em outro aspecto, ao perceber que a sua peça está com desníveis provocados por pedaços soltando, provavelmente, está sofrendo a chamada corrosão em placas. Ao contrário da anterior, ela é localizada em regiões específicas, formando placas com escavações, as quais vão desprendendo-se progressivamente. Geralmente, estão muito ligadas a falhas no revestimento de materiais.

CORROSÃO ALVEOLAR

Nesse caso, a corrosão alveolar está ocorrendo quando a sua peça está apresentando ranhuras semelhantes a alvéolos, ou seja, com fundo redondo e profundidade (em geral, menor que o seu diâmetro). Esse fenômeno corrosivo acontece de maneira localizada, formando uma espécie de cratera no material. 

CORROSÃO POR PITE

Por fim, temos a corrosão por pite, que acontece por um desgaste muito localizado e com alta intensidade, formando pequenos furos e, por conseguinte, “poços” na superfície. Uma forma de identificar que ele está ocorrendo é quando começam a aparecer “bolhas” de ferrugem no ferro. Entretanto, essa ação não acontece todas as vezes e é possível que apenas as pequenas perfurações sejam visualizadas.

Esse fenômeno corrosivo, geralmente causado por impurezas no material, muitas vezes passa despercebido, porém pode causar grandes problemas. Como aconteceu, entre novembro de 2019 e janeiro de 2020, em Minas Gerais, na cervejaria Backer, acidente que deixou dezenas de pessoas intoxicadas e levou sete a óbito.

Além disso, é importante ressaltar que existem outros tipos de corrosão além dos quatro mencionados e todos eles podem acontecer também em superfícies não metálicas. Assim, é essencial contactar um especialista da área para que haja um diagnóstico preciso do seu material.

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