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Crie seu cosmético: o passo a passo para transformar sua ideia em realidade

Crie seu cosmético: o passo a passo para transformar sua ideia em realidade

Mulher criando seu próprio cosmético

Descubra como você pode empreender no mercado de cosméticos. Apresentamos o passo a passo para você criar seu próprio produto, desde a concepção da ideia até a produção final.

Por que empreender no mercado de cosméticos? 

Obter o bem-estar é um tema cada vez mais relevante na sociedade atual, principalmente entre os jovens, os quais buscam, cada vez mais, tornar-se saudável e fortalecer a autoestima através de cuidados pessoais não medicinais. Diante disso, os cosméticos surgem como uma opção ideal e acessível para obter o resultado desejado por esses consumidores, uma vez que as composições químicas presentes em suas formulações são capazes de agir na proteção ou na modificação de características corporais de maneira superficial, sendo muito comuns em áreas como a epiderme ou os fios de cabelo. 

Além disso, o mercado de cosméticos no Brasil cresce exponencialmente, consolidando-se como um setor catalisador de empreendimentos. Segundo a Análise de Setor, feita pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o país ocupa a 4ª posição entre o consumo de cosméticos mundial e o 2º lugar no ranking global de países que mais lançam produtos anualmente. Demonstrando, assim, o potencial do setor no mercado brasileiro. 

Imagem 1. Produtos cosméticos 

Benefícios de ter seu próprio produto cosmético

Apesar de uma ampla rede de cosméticos no mercado brasileiro, muitos não atendem as necessidades de diversos públicos ou não atingem os desejos daqueles que buscam empreender. Assim, introduzir o seu próprio produto possibilita tornar uma ideia distante em uma realidade para diversos brasileiros, garantindo também uma personalização de ingredientes e a inserção de produtos inovadores no mercado, o que amplia a diversidade de artigos do setor.

Histórias de empreendedores de sucesso

Patrícia Lima, CEO da Simple Organic 

Imagem 2. Patrícia Lima, CEO da Simple Organic 

Durante a gestação de sua filha, em 2017, a consultora criativa de moda Patrícia Lima demonstrou grande preocupação com a situação ecológica em que o mundo poderia representar para a criação de sua filha. Percebendo a escassez de produtos ecologicamente sustentáveis, decidiu afastar-se do ramo da moda e investir em uma linha de cosméticos orgânicos, algo que se mostrava uma tendência de mercado em diferentes países, mas que não era uma realidade brasileira. 

Assim, mesmo frente a diferentes obstáculos, como unir o empreendedorismo com a maternidade e a dificuldade de obter parcerias de produção no país, a Patrícia fundou a Simple Organic. A empresa é voltada para a produção de cosméticos, focada em mercadorias sustentáveis e na ideia de “clean beauty”, ou seja, produtos com componentes naturais, veganos e com produção “cruelty-free”, em outros termos, sem maus tratos à animais. 

Desde sua fundação, a marca cresceu surpreendentemente, ampliando seu portfólio tecnológico, passando por aquisições de de empresas farmacêuticas e recebendo diferentes selos, como certificado da PETA Vegan Approved, que assegura a inexistência de qualquer ingrediente de origem animal e selo Eu Reciclo, que certifica a utilização de embalagens 100% recicláveis. 

Rosângela Jose da Silva – CEO da Negra Rosa 

Imagem 3. Rosângela Jose, CEO da Negra Rosa

Sentindo uma carência na diversidade de produtos cosméticos no Brasil, principalmente para peles negras e cabelos crespos, a administradora Rosângela utilizava o seu canal do YouTube como um meio de demonstrar seu interesse em maquiagens, mas também sua insatisfação, comprovando publicamente, através de testagens, as grandes diferenças entre cosméticos brasileiros e cosméticos estrangeiros para peles negras. 

Apesar de impasses, como as desigualdades do empreendedorismo feminino e a difícil busca por parcerias que apoiassem uma ideia inovadora no mercado, a Rosângela fundou, em 2016, a Negra Rosa, uma empresa e-commerce de cosméticos voltada para produtos que levem à inclusão e a redução da invisibilidade de mulheres negras no setor de beleza. Hoje, a marca possui uma imensa gama de produtos, desde maquiagens à hair-care para cabelos afro. Além disso, conta com uma grande relevância no país, recebendo aquisições e forte apoio financeiro de outras empresas de cosméticos. 

O que você precisa saber para criar seu próprio cosmético?

  1. Definir sua ideia e o público-alvo

O primeiro passo para desenvolver o seu produto é entender quais são as próprias propostas, ou seja, quais as ideias, os requisitos e os desejos que devem ser considerados na elaboração da mercadoria. Além disso, é preciso analisar como essas ideias se encaixam no setor de cosméticos, compreendendo o seu principal objetivo no mercado.

Diante disso, é essencial encontrar o perfil do consumidor ideal, entendendo o público-alvo de interesse e buscando estudar, por exemplo, se o público possui uma faixa etária específica ou se existe no mercado alguma exigência dos consumidores. Isso porque eles são os principais promotores do sucesso de um produto, sendo a sua aprovação fundamental para a ampliação de vendas.

  1. Pesquisar a regulamentação e requisitos legais

Outro passo importante é compreender quais são os parâmetros legais que os órgãos de registro e de controle de qualidade exercem sobre o produto. Dessa forma, o site da ANVISA disponibiliza uma área sobre Regularização de Cosméticos, e um arquivo conhecido como Biblioteca de Cosméticos, os quais reúnem informações a respeito das legislações mais adequadas ao produto em questão, como categorizá-lo, registrá-lo e adequá-lo às suas obrigatoriedades, tanto nas embalagens quanto na composição.  

  1. Desenvolver a fórmula e a embalagem 

Essa etapa consiste em estudar quais os componentes mais adequados para a formulação, analisando quais levarão à obtenção de maior eficácia e que, ao mesmo tempo, são capazes de atender os requisitos exigidos. Assim, são estudados diferentes parâmetros dos compostos analisados, os quais são essenciais para a elaboração da formulação final. Dentre os parâmetros, destacam-se a solubilidade, o pH ideal, a temperatura de degradação, a sua compatibilidade com o restante da formulação e as especificações de estabilidade do composto, para que esse possa ser utilizado sem oferecer algum risco ou perigo à quem possa manuseá-lo. 

Outra etapa crucial é compreender qual a embalagem é a mais apropriada para o cosmético, pesquisando quais tipos de materiais, cores e formatos são os mais compatíveis para a formulação escolhida, pois dependendo da escolha dos componentes, alguns podem estar acompanhados de exigências químicas. 

Um exemplo dessas exigências é a fotossensibilidade de alguns compostos, ou seja, eles exigem uma embalagem mais escura para que não leve à reações de decomposição, as quais podem fornecer toxidade ao produto. Além disso, sua própria composição pode degradar o material escolhido, assim como a presença de alguns ácidos pode degradar alguns tipos de embalagens plásticas. Sendo assim, essa etapa é essencial para gerar o produto mais eficiente e com o menor risco possível para os consumidores. 

  1. Produzir e testar seu produto 

O próximo passo é tornar a formulação escolhida uma realidade, entendendo quais as etapas da produção e reproduzindo-as em laboratórios. A partir da produção laboratorial, é possível avaliar os principais cuidados na produção de um cosmético, compreendendo quais os métodos de produção mais assertivos, como a análise da temperatura ideal de um aquecimento e qual a rotação mais apropriada para uma mistura. Além disso, estuda-se quais os equipamentos mais adequados, como tipos de agitadores mecânicos e chapas aquecedoras. Assim, a efetividade e a segurança da formulação serão testadas, buscando sempre garantir a aplicabilidade do cosmético. 

  1. Comercializar seu cosmético

Por fim, resta transformar o processo laboratorial em uma larga escala, reproduzindo as etapas estudadas, e posteriormente, comercializando-o, seguindo a dinâmica de distribuição mais adequada para o interesse de venda, seja para um setor e-commerce, ou para as vendas físicas do cosmético. 

Dicas essenciais para criar seu cosmético

  1. Entenda o mercado

Entender os interesses dos consumidores é fundamental para o desenvolvimento de um produto. Isso porque as vendas estão estreitamente ligadas à popularidade da mercadoria, ou seja, sua influência no mercado. Dessa forma, é essencial que se realize uma busca sobre as tendências, tanto sobre o cosmético desejado, quanto sobre as campanhas publicitárias mais vantajosas, para que sejam reproduzidas no produto, e este alcance sucesso nas vendas. 

  1. Invista em pesquisa e desenvolvimento

Com os avanços tecnológicos crescentes, o mercado exige cosméticos que atinjam altos níveis de qualidade e de eficácia, o que está fortemente associado à uma produção modernizada. Por isso, é importante investir em pesquisas que busquem e estudem os melhores componentes para a formulação e também no desenvolvimento que torne a produção a mais precisa e segura possível. 

  1. Seja criativo na embalagem

A embalagem é um dos principais meios para desenvolver as vendas de um cosmético, sendo a primeira forma de contato do consumidor com o produto e o primeiro elemento que atrai sua atenção. Por esse motivo, embalagens criativas e que atendam as tendências do mercado possuem valor de destaque na influência de um produto em seu setor. Contudo, é essencial que a embalagem atenda às necessidades de segurança do cosmético, uma vez que a escolha apenas do apelo estético pode levar à riscos químicos e à ineficácia do produto. 

Conclusão

Portanto, criar seu próprio cosmético oferece a oportunidade de incluir uma parte de si no mundo do cuidado pessoal, sendo uma forma de utilizar sua capacidade criativa para ampliar a conexão com o bem-estar. Além disso, a escolha de componentes permite o desenvolvimento de produtos inovadores, que atendam diferentes tipos de necessidades.


Perguntas Frequentes

  1. Quais cosméticos precisam ter registro na ANVISA?

A ANVISA disponibiliza, através da RDC Nº 752, diferentes requisitos técnicos para a regularização de cosméticos. Nela é possível identificar que aqueles caracterizados como Grau 2, ou seja, que possuem substâncias ativas com uma função específica e exigem comprovação de segurança e eficácia, são passíveis de registro. Alguns exemplos desses produtos são bronzeadores, repelentes de insetos, protetores solares e produtos para alisar os cabelos. Assim, é muito importante enquadrar o cosmético de interesse para analisar suas necessidades legais. 

  1. Quanto tempo leva para regularizar um cosmético?

Caso o produto seja isento de registro, a regularização é feita de maneira 100% digital, e leva cerca de 3 dias corridos. Contudo, caso o cosmético necessite de registro, o prazo estimado se estende para 150 dias corridos. Além disso, é relevante lembrar que os prazos podem sofrer alterações se existirem impasses com as documentações exigidas. 

  1. Qual a validade do registro? 

O registro de um cosmético é válido por 10 anos a partir do dia de sua publicação no Diário Oficial da União, podendo ser revalidado quando se aproxima do fim desse prazo. 

  1. Quais as diferenças entre os cosméticos existentes no mercado? 

Os cosméticos estão cada vez mais presentes e se tornando mais diversos. Assim, surgem diferentes tipos de produtos no mercado, majoritariamente os cosméticos naturais e os cosméticos sintéticos. 

Os naturais, ou biocosméticos, são aqueles que utilizam componentes naturais e que causem poucos riscos ao meio ambiente, os quais são majoritariamente extraídos de plantas. Como exemplo, há a presença de diversos cosméticos faciais à base de óleo de Rosa Mosqueta, o qual é extraído das sementes da planta Rosa rubiginosa affinis. Por outro lado, os cosméticos sintéticos são aqueles que utilizam substâncias que não são necessariamente sustentáveis, mas que também prezam pela eficácia do produto, como cosméticos à base de Parabeno, um tipo de conservante que amplia a validade do cosmético, mas não é considerado um composto natural. 

  1.  Os cosméticos precisam ter ação terapêutica?

Não necessariamente! Os cosméticos podem apresentar em sua formulação ativos com propriedades terapêuticas. Porém, sua utilização também inclui perfumar, limpar e proteger diferentes áreas externas do corpo, o que não está diretamente atrelado ao tratamento dessas áreas. 

Marketing Fluxo

Somos um grupo de graduandos da UFRJ que decidiu ir além das salas de aula da mais tradicional Escola de Engenharia do Brasil. Em busca de vivência empresarial e experiência em gestão, queremos nos preparar o quanto antes para o mercado de trabalho. Para isso, realizamos projetos de engenharia com a supervisão dos professores para resolver os problemas de nossos clientes.

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O que é Fluxo?

Somos uma empresa júnior, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de acordo com a Lei 13.267/2016, e realizamos projetos de consultoria em engenharia. 

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