skip to Main Content
Reaproveitamento De água: Descubra Alternativas Para O Seu Condomínio

Reaproveitamento de água: Descubra alternativas para o seu condomínio

O reaproveitamento de água é um tópico que vem sendo discutindo cada vez mais em nossa sociedade, principalmente após casos de escassez de água como a crise hídrica de São Paulo de 2014 a 2016. Tradicionalmente a escassez de água urbana é solucionada com a construção de infraestruturas adicionais ao sistema de água. Como exemplos temos barragens e transposições, construídas a fim de aumentar o abastecimento da rede.

Além do consumo de água fazer parte de um dos componentes que mais impactam o orçamento dos condomínios, o reaproveitamento de água reduz a carga no sistema de tratamento de água e esgoto. Entretanto, tanto a água da chuva como a água de reúso são recursos atualmente desperdiçados.

Como diminuir o desperdício de água?

A água não-potável, de menor qualidade, pode ser utilizada para muitas atividades do nosso dia-a-dia e esse uso pode reduzir mais de 20% a demanda de água de uma construção. Portanto, tanto a água coletada da chuva quanto a água de reuso não potável podem ser usadas para muitos propósitos diferentes. Dentre eles, podemos citar o uso doméstico como em descargas ou então na lavagem de áreas comuns como estacionamento, na irrigação em jardins, na limpeza de vidraças, entre outros.  

Através dessas medidas, é possível uma redução do consumo da água vinda do abastecimento público, paga por nós, por meio do reaproveitamento de água. Consequentemente, reduz-se ainda os custos provenientes do mesmo, além de tornar condomínios residenciais mais sustentáveis.

  • Reaproveitamento de Água de Chuva

Você sabia que 25mm de chuva em um telhado residencial de 186 m2 gera 1.250 galões de água que podem ser reutilizados? Quantos galões dariam no seu condomínio?

A água da chuva tem uma menor concentração de poluentes do que outras fontes urbanas de água, como a água cinza. A água cinza é proveniente de usos domésticos que não incluem o esgoto, como a água proveniente da cozinha. Assim, o reaproveitamento de água da chuva é ainda mais fácil, exigindo sistemas de tratamento mais simplificados.

Em qualquer edificação, essa água é direcionada para a sarjeta na calçada ou diretamente para a rede de águas pluviais, sendo desperdiçada na rede pública de drenagem. Esse destino é ainda pior quando o há entupimentos e enchentes causados pela má gestão do sistema. Assim, a água de chuva é muitas vezes misturada ao sistema de esgoto, elevando ainda mais os volumes de água que necessitam ser tratadas.

Um sistema de captação de água de chuva não é complexo e pode ser bastante benéfico. Seus principais componentes são a captação, o transporte, a filtração e o armazenamento.

  • Captação e Transporte

Captação é a área onde a chuva cai, sendo muitas vezes os telhados, áreas comuns e de passagem.

Tanto o ângulo de inclinação da região de captação quanto a seleção de materiais dessa área e do sistema de transporte são importantes parâmetros do projeto. Telhados lisos e com ângulos de inclinação mais altos e, portanto, coeficientes de escoamento mais elevados podem coletar até 50% mais água do que os planos. Além disso, esses telhados geralmente geram uma água melhor qualidade, necessitando de menos tratamento depois.

Já a seleção do material determina quais poluentes estarão na água. As captações de concreto aumentam significativamente o pH, por exemplo. Já os telhados metálicos contêm concentrações de coliformes totais e fecais mais baixas do que outros materiais, provavelmente devido a temperaturas mais altas que acaba atingindo.

reaproveitamento de água

Mantendo a potabilidade da água

  • Filtração

Nos períodos em que não há chuva, é comum que o telhado acumule uma série de detritos. Assim, é necessário descartar o chamado “primeiro fluxo”. Esse termo se refere à primeira porção de água que se recolhe de uma chuva. Não há consenso sobre o volume mínimo do mesmo, pois varia muito de caso para caso.

Depois do primeiro descarte, a água captada segue para a filtração. Primeiro temos os filtros grosseiros, como telas de folhas, que removem sólidos grandes, evitando acúmulo. Assim são reduzidas as chances de corrosão no sistema, de danos na bomba, além de reduzir a frequência de limpeza dos filtros seguintes.

Antes da reutilização, a água da chuva pode ser submetida a um tratamento adicional de filtração e desinfecção, dependendo do uso que se deseja destinar para essa água. Quanto maior a qualidade da água que se deseja, mais complexos e mais caros os tratamentos serão. Por isso, é necessário também um estudo entre o investimento do tratamento versus a redução de consumo que ele gerará.

  • Armazenamento

A contribuição dos materiais do tanque de armazenamento para a qualidade da água é menor do que a dos materiais de captação. O importante é uma limpeza regular para evitar o acúmulo de metais pesados e sólidos suspensos ​​no sedimento do tanque. O uso de um sistema de recarga de água da rede com controlador de nível também é conveniente, pois garante que o tanque de água da chuva não fique seco durante períodos sem chuva.

  • Implementando um Sistema de Tratamento de Esgoto

Outra forma de diminuir o consumo de água é reutilizando a água tratada proveniente do sistema de Tratamento de Esgoto do condomínio, chamada de água de reúso. Essa pode ser classificada em não potável e potável.

Uma alternativa é utilizar a água de reuso não potável para os fins menos nobres e continuar a usar a água proveniente do sistema de abastecimento da cidade para as atividades que exigem potabilidade. Isso porque essas atividades, como o consumo para dessedentação humana e de animais, requerem uma maior vigilância e processo de tratamento mais caros e finos.

O efluente disponível e a qualidade da água requerida, que por sua vez depende do uso que se deseja dar a ela, é que normalmente ditam o tipo de tratamento necessário. É importante ressaltar aqui que, mesmo que a água coletada pareça limpa, essa água não é potável, não sendo possível sua utilização para consumo. O reaproveitamento de água deve ser feito com consciência e deve-se respeitar as diferentes qualidades de água para diferentes usos da mesma.

O que é necessário para começar o Tratamento de Efluentes?

Para o tratamento dos efluentes líquidos existem basicamente dois processos, o físico-químico e o biológico. No artigo Como tratar meu efluente de forma barata? vemos alguns tipos de processos de tratamentos de efluentes. Entretanto, no caso de condomínios, a adoção de processos naturais como as lagoas de estabilização são inviáveis, pois requerem grandes áreas.

Além da própria Estação de Tratamento de Água, é necessário que se construa um sistema de distribuição e um novo tanque operacional de armazenamento da água de reúso. Além disso, deve ser feita a total separação entre a água potável da água de reuso. O ponto crítico desses sistemas de rede dupla é justamente os pontos onde há cruzamento. Normalmente, as normas técnicas especificam métodos para identificação das tubulações, que pode ser feita de forma escrita nas mesmas ou através de cores padronizadas.

O reservatório para armazenamento deve ser dimensionado a fim de atender de 1,5 a 2 vezes o volume do dia de maior consumo de um dia médio de verão. Além disso, esse armazenamento exige cuidados periódicos equivalentes aos explicados anteriormente no tópico de armazenamento da água de chuva. Dessa maneira conseguimos ter reaproveitamento de água de forma contínua, mesmo quando aumenta-se muito o consumo da água.

Quer saber mais sobre Água de Reuso?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *