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Tratamento De Efluentes Industriais: Tudo Que Você Precisa Saber

Tratamento de efluentes industriais: tudo que você precisa saber

Atualmente, um dos temas mais debatidos é referente ao desenvolvimento sustentável e sua demasiada importância para o futuro do planeta. Contudo, é importante salientar que os primeiros passos devem ser tomados por você, cidadão, antes de serem tomados por outras instâncias da sociedade. Atitudes corretas dentro da sua esfera de trabalho são essenciais para a sustentabilidade local. Realizar o tratamento de efluentes industriais de sua empresa é um exemplo disso.

Ao realizá-lo, evita-se que componentes tóxicos – provenientes dos produtos que entram em contato com a água a ser descartada – cheguem aos rios e mares. Este fato minimiza a contaminação dos corpos hídricos e, consequentemente, a morte de grande parte da vida marinha. 

Além disso, como todos os ecossistemas estão interligados, um impacto, mesmo que em pequena escala, pode ter consequências avassaladoras em outras esferas vitais, até mesmo humana. Por isso, o tratamento de efluentes industriais se demonstra tão imprescindível. 

Em uma indústria são produzidos diariamente diversos tipos de efluentes, como os oriundos da lavagem de equipamentos, esgotamento sanitário ou de líquidos formados durante a produção. 

De certo, para que não hajam danos ambientais severos, é necessária a conscientização sobre a destinação dos efluentes, bem como os parâmetros definidos por lei. Dessa forma, os corpos hídricos finais não serão prejudicados, mesmo que o meio de descarte seja indireto através do esgoto. 

Com este conhecimento em mente, listamos 5 informações essenciais que você precisa saber sobre o tratamento de efluentes industriais.

1. Como funciona?

tratamento de efluentes industriais

Etapa 1: Antes de qualquer tratamento, é necessário avaliar o destino final do efluente, seja ele corpos hídricos, esgoto, reuso para lavagem de pisos, entre outros. Isso é necessário para a definição do enquadramento do efluente nas legislações de forma que sejam facilitadas as determinações dos parâmetros a serem estudados. 

Etapa 2: A partir disso, partimos para o estudo de legislações vigentes de acordo com a localidade da indústria, que enquadram o efluente a ser tratado. Com normas, leis, resoluções, portarias e estudos em mãos, podemos definir quais critérios são atualmente necessários para que o estabelecimento esteja regulamentado. 

Etapa 3: Há então a coleta do material e o encaminhamento para os laboratórios especializados. Para as amostras são necessários no mínimo 3 testes laboratoriais para evitar que ocorram erros de amostragem e para que haja a padronização dos resultados. Essa dinâmica resulta em conclusões mais assertivas.

Etapa 4:  Constitui-se na análise dos resultados dos testes e a comparação desses com os limites estabelecidos na etapa anterior. Nela vemos quais valores não estão enquadrados e elaboramos um método de tratamento eficiente, personalizado e que respeite os limites financeiros do cliente. 

Etapa 5: Por fim, dimensionamos uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) a ser estabelecida na própria indústria e auxiliamos na contratação de empresas terceirizadas para que seja iniciado o processo de construção. Nossa equipe participa de todo o processo de obras e certifica-se de que tudo seja feito de forma correta.

Assim concluímos nosso projeto com efluentes tratados, capacitação dos funcionários sobre a utilização do método de tratamento, uma ETE eficiente e um empreendimento regulamentado e ecológico. 

2. Quais os benefícios?

tratamento de efluentes industriais

Sabemos que antes de qualquer investimento é mais do que necessário total conhecimento dos benefícios associados ao projeto para que não hajam riscos financeiros. Para te fornecer esse conforto aqui serão listados alguns dos benefícios que um Tratamento de Efluentes Industriais pode trazer, sendo eles ambientais e financeiros:

  • Ambientais: Quando a sua indústria lança o efluente de maneira inadequada, os danos ao meio ambiente são gigantescos. 

    O processo de fabricação de um produto utiliza diversas substâncias químicas e ao final desse procedimento, são gerados resíduos e efluentes que contém em sua composição todos os componentes usados durante a produção. Por isso, este rejeito tem em sua composição traços tóxicos capazes de contaminar o corpo de destinação final, levando à morte os animais nativos e, por consequência, o desequilíbrio do ecossistema local. 

    Ao tratar seu efluente, todo transtorno causado pelo descarte inadequado é evitado. Dessa forma, você cumpre seu papel como cidadão, afinal, somos todos responsáveis pelo dever sustentável da comunidade. Um outro ponto importante é que, caso haja o reuso da água tratada, você evita o desperdício e economiza uma grande quantidade de água que seria gasta em um momento posterior. E, levando em consideração a crise hídrica que vivenciamos atualmente, isso é algo muito importante para todos.   
  • Financeiros: Dependendo do uso escolhido para o seu efluente tratado, surge a possibilidade de reaproveitamento de água. Dando um novo uso para uma água que seria descartada você consegue evitar novas despesas. Assim, um gasto essencial no dia-a-dia, como é o caso da água, pode ser reduzido devido à economia desse recurso através do mecanismo de utilização dupla da mesma água, evitando o gasto da mesma. Além disso, com o tratamento adequado da água evitam-se multas expedidas por órgãos fiscais caso ocorra a fiscalização da regulamentação da indústria no quesito descarte de fluidos. 

3. Descarto meu efluente no esgoto comum, existe algumproblema?

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É comum a ideia de achar que o Sistema de Esgotamento é o responsável por tratar a água de maneira correta independente de sua origem. Inclusive, a maioria das pessoas acredita estar agindo de maneira correta e sustentável ao descartar seus rejeitos no esgoto comum, afinal, não estamos descartando em nenhum mar ou rio. Porém não é bem assim que acontece. 

O sistema de esgotos não está propício para receber efluentes com características muito distintas entre si já que independente da sua fonte, ela é tratada da mesma maneira. 

Com isso, ao descartar efluentes com cargas químicas diferentes das que são provenientes do esgotamento sanitário, estes parâmetros acabam não sendo tratados e, logo, serão descartados sem o devido tratamento. Ademais, como há a mistura do esgoto normal com o industrial, ocorre a contaminação geral de todo o corpo sanitário. 

Para evitar tais erros, existem legislações específicas, tanto em âmbito nacional quanto estadual, que estabelecem limites de concentrações de determinadas substâncias químicas. 

Além disso, outros critérios – como quantidade de carga orgânica, pH, cor e turbidez – também são estabelecidos com objetivo de que não fujam da faixa específica suportada pela rede de esgoto. O tratamento de efluentes industriais também se faz necessário para evitar que a carga do efluente prejudique os dispositivos e encanações.

4. Posso ser multado por não tratar o efluente de maneira correta?

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Atualmente, o desenvolvimento sustentável é um assunto de interesse global. Este fato pode ser comprovado pelos 17 Objetivos e 169 metas definidas pela Agenda 2030, conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável. Mas como os propósitos estabelecidos nos afetam? 

Devido à preocupação mundial, os países, estados e cidades passaram a definir conjuntos de leis que delimitassem as ações das empresas de forma a evitar possíveis danos ao meio ambiente. Assim, além de auxiliar estes empreendimentos em suas atitudes, essas legislações também objetivam penalizar as que não as seguirem, deixando como competência de órgãos locais a fiscalização dos critérios definidos. 

A partir dos pontos levantados neste artigo pudemos perceber os impactos ambientais gerados pelo não tratamento, ou tratamento ineficiente, dos efluentes de uma indústria. Como foi citado anteriormente, fica claro que tornou-se objetivo geral a abolição de atitudes que não cumprem o viés sustentável. Logo, deixa de ser uma opção individual a consciência ambiental. 

Por isso, a resposta para a sua pergunta é sim, é possível ser multado! Existem leis específicas para descarte e tratamento de efluentes industriais adequado, além de que há um sistema de fiscalização para tal. Exemplificando, aqui estão algumas legislações que foram estabelecidas com tal objetivo:

  • DZ-205.R-6: Diretriz de controle de carga orgânica em efluentes líquidos de origem industrial.
  • NT-202.R-10: Critérios e padrões para lançamento de efluentes líquidos.
  • NOP INEA : Critérios e padrões para controle da ecotoxicidade aguda em efluentes líquidos.
  • RESOLUÇÃO N° 357: Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 
  • RESOLUÇÃO CONAMA N° 430: Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução n° 357.

5. Posso reutilizar meu efluente tratado?

O princípio de um tratamento de efluentes industriais é a definição de uma destinação final. 

Mas por que isso é necessário? 

Para que seja feito o levantamento de parâmetros para o posterior tratamento é imprescindível a análise de alguns fatores como:

  • Localidade da indústria
  • Tipo e volume do efluente a ser tratado
  • Destinação final do efluente

Estes dados devem ser levantados para que encontremos as legislações, normas e materiais de estudo mais específicos e designados para que possa ser feito um tratamento eficaz a fim de evitar gastos desnecessários. 

Baseado neste princípio, tendo como finalidade a reutilização do efluente, estabelecemos critérios que abrangem essa categoria com objetivo não só de evitar multas, mas de garantir a saúde dos que entram em contato com a água. 

Munidos dos fundamentos necessários, pode ser definido uma forma de tratamento que assegura um reuso seguro que fornece economia de recursos, desenvolvimento sustentável e poupança monetária. 

Aqui vão alguns exemplos de águas de reusos que podem se enquadrar no seu dia-a-dia: lavagem de carros, pisos, vidros e calçadas, utilização urbana decorativa como chafarizes, regagem de jardins, descargas de vasos sanitários, lavagem de roupa, entre outros. 

E você? Descobriu tudo que precisava sobre Tratamento de Efluentes Industriais? Sinta-se à vontade para tirar suas dúvidas em relação a esse assunto nos comentários abaixo. Que tal marcar uma reunião com a nossa equipe repleta de graduandos em engenharia para traçar um tratamento eficiente para sua empresa? Clica aqui e conta com a nossa ajuda qualificada!

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