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Tratamento De Efluentes: O Tratamento Que Eu Uso é Eficiente?

Tratamento de Efluentes: o tratamento que eu uso é eficiente?

Efluente é qualquer resíduo proveniente de atividades humanas que são lançados no meio ambiente, na forma de líquidos ou de gases. Os efluentes líquidos advindos de qualquer fonte poluidora (doméstica, industrial, agropecuária, de aquicultura, entre outras), por sua vez, quando despejados, sem tratamento, nos corpos d’água, podem causar sérios danos ao meio ambiente e também à saúde humana.

Existem inúmeros métodos de tratamento de efluentes que necessitam ser aplicados antes de serem lançados no meio ambiente a fim de evitar sua poluição e diversos padrões de qualidade da água fixados em normas e regulamentos federais, estaduais e municipais que devem ser seguidos. Dessa forma, o grau de tratamento de efluentes depende de dois principais fatores: a qualidade do efluente antes de ser lançado no corpo receptor e a legislação ambiental em vigor que regula os padrões de qualidade do efluente para seu lançamento. 

Tendo isso em mente, realizar o tratamento adequado dos seus efluentes é muito importante, visto que a rede de esgoto não está preparada para receber qualquer tipo de efluente, além disso, há grande possibilidade de seu reuso. Considerando esses pontos, é uma ação benéfica tanto para o meio ambiente quanto para sua empresa. Nesse contexto, se você já possui um tratamento de efluentes, como saber se ele é de fato eficiente? 

ENQUADRAR OS EFLUENTES NAS LEGISLAÇÕES EM QUESTÃO

tratamento de efluentes

É necessário avaliar a matriz de produção, o local de abrangência e a destinação final do efluente para que seja possível enquadrá-lo nas legislações vigentes.

  • Matriz de produção: local onde o efluente é gerado;
  • Local de abrangência: local onde está situada a estação de tratamento;
  • Matriz de produção: local onde o efluente é gerado;
  • Destinação final: local onde o efluente é lançado, é preciso, além disso, entender como ele está impactando o local.

Entre os citados, o destino final do efluente, seja ele corpos hídricos, esgoto, reuso para lavagem de pisos, é o que define a legislação que será estudada para que possamos enquadrar o efluente que está sendo tratado. 

Os principais órgãos legislativos são o CONAMA (em âmbito federal) e o INEA (em âmbito estadual – Rio de Janeiro), já o principal normativo é a ABNT. Dessa forma, o efluente tratado deve estar dentro dos limites permitidos por eles. Caso não esteja com todas as características definidas pelas leis, o estabelecimento é autuado, para que venha a colocar as normas em dia, e sofre penalidades como multas ou até mesmo o fechamento do local.

ANALISAR OS PARÂMETROS DE ENTRADA E DE SAÍDA

Coletando uma amostra do seu efluente na entrada e na saída do processo de tratamento, é possível obter dados importantes sobre ele. Através da caracterização do efluente de saída, podemos garantir se ele está dentro dos parâmetros ideais definidos pela legislação destinada ao efluente em questão. Essa caracterização está baseada em três etapas:

  1. Entender o seu efluente: saber o que compõe seu efluente, o que entra em contato com ele e o que ele encontra no percurso que realiza;
  2. Saber a composição do seu efluente: através da sua composição, é possível analisar a sua FISPQ (Ficha de Informação de Segurança para Produtos Químicos);
  3. Identificar quais são as legislações aplicáveis para o seu efluente: a partir dessa identificação, que está explicada acima, é possível enquadrar seu efluente, garantindo que ele esteja dentro dos limites permitidos;

Se os parâmetros do efluente de saída estiver dentro das conformidades estabelecidas pela legislação adequada à ele, é possível, dessa forma, dizer que seu tratamento está sendo eficiente.

ACOMPANHAR O AMBIENTE AO REDOR DO ESTABELECIMENTO

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O descarte de maneira irregular pode vir a poluir todo o ambiente em torno do estabelecimento. Efluentes líquidos que são descartados em rios e lagos, sem o devido tratamento, podem causar contaminação tanto dos rios onde são despejados, como também, do solo. Tais contaminações geram impactos que podem ser irreversíveis à fauna e à flora local. 

Com o solo contaminado, as plantas terão grande dificuldade para se desenvolver, ou mesmo para germinar. Logo, sua produção, se existir, será drasticamente reduzida. A contaminação do solo pode vir a deixá-lo ácido, o que acarreta problemas de produção, ou até mesmo torná-lo totalmente infértil.

Animais que utilizam das águas dos rios em que foram descartados efluentes não/mal tratados podem absorver metais pesados, entre outras substâncias tóxicas, causando danos à sua saúde. Por isso, saber como era o ambiente antes da implementação do estabelecimento, é importante para identificar se o seu tratamento está sendo eficiente.

REALIZAR A ORDEM ADEQUADA DE TRATAMENTO

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Existem quatro classificações de tipos de tratamento de efluentes: preliminar, primário, secundário e terciário.

  • Preliminar: o tratamento preliminar consiste na remoção de sólidos grosseiros com o uso de grades, peneiras ou caixas de retenção de areia, evitando obstruções e danos nos equipamentos. Esse tipo de tratamento é mais indicado para efluentes mais pesados, como por exemplo o esgoto; 
  • Primário: baseia-se na remoção de sólidos sedimentáveis, que são bem menores, e na melhoria da cor do efluente. Entre as técnicas mais indicadas, existe a floculação, a flotação e a decantação;
  • Secundário: responsável pela redução da carga orgânica e de nutrientes, impacta na toxicidade e na eutrofização. Os tratamentos mais indicados são o lodo ativado, a lagoa aerada, a lagoa de estabilização, os filtros biológicos e os digestores anaeróbios;
  • Terciário: consiste na remoção de substâncias específicas. A adsorção com carvão ativado, para tratar os micropoluentes orgânicos, a lagoa de maturação, para microrganismos patogênicos, a troca iônica, para metais pesados, e a oxidação química, para a demanda química por oxigênio residual, são os processos mais ideias.

É importante ressaltar que nem sempre é necessário realizar todas as etapas, mas elas precisam vir nessa ordem necessariamente. Entendendo as especificidades dos seus efluentes é possível encontrar o melhor método para cada tipo de tratamento e, assim, garantir sua eficiência.

MONITORAR CONSTANTEMENTE A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES

A Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) funciona através de processos químicos, físicos e biológicos, que são responsáveis pela remoção dos poluentes do efluente. Ela deve garantir o tratamento adequado, atendendo aos limites exigidos pela legislação ambiental. Nesse sentido, é de extrema importância a manutenção adequada e constante da estação, de forma a permitir que essa ofereça os resultados esperados.

Através da elaboração de relatórios mensais da Estação de Tratamento de Efluentes, que deve ser realizada pelo estabelecimento, é possível ter controle da dosagem dos produtos inerentes ao tratamento. Com isso, analisar a quantidade dos efluentes bruto e tratado, a fim de garantir eficiência. Além disso, o controle da ETE também se dá pelas fichas de controle operacional e pelas avaliações periódicas das unidades que compõem o processo, garantindo a geração do efluente tratado dentro dos parâmetros das legislações vigentes.

E você? Seu Tratamento de Efluentes é eficiente? Sinta-se à vontade para tirar suas dúvidas em relação a esse assunto nos comentários abaixo. Inscreva-se em nossa Newsletter e continue aprendendo mais sobre como tornar o seu Tratamento de Efluentes eficiente.

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