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Fluxo Consultoria – Consultoria em Engenharia da UFRJ

Brota Company, uma Greentech Ascendente! 5 Perguntas a um dos fundadores, Rodrigo Farina.

Brota Company, uma Greentech Ascendente! 5 Perguntas a um dos fundadores, Rodrigo Farina.

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A greentech criada em 2020 traz mini hortas inteligentes para o dia a dia de diversos brasileiros, trazendo autonomia e praticidade. Descubra a história por trás da fundação da Brota, uma jornada que começou com desafios, resiliência e visão. Desde a concepção de uma ideia até se tornar uma greentech que revoluciona a forma como as pessoas cultivam em ambientes urbanos, conheça como a Brota conquistou seu espaço no mercado ao oferecer soluções inovadoras e acessíveis para o cultivo de plantas em casa.

Afinal, o que são Greentechs? 

Greentechs são empresas que se dedicam ao desenvolvimento e implementação de tecnologias e produtos com impacto positivo no meio ambiente. Desde energia renovável até agricultura sustentável, as Greentechs estão comprometidas em encontrar maneiras de reduzir a pegada de carbono, preservar recursos naturais e promover um estilo de vida mais ecológico.

Para explorar melhor esse conceito e compreender como as Greentechs estão moldando o futuro, a Fluxo Consultoria entrevista Rodrigo Farina, um dos fundadores da Brotas Company, uma empresa pioneira em sua área de atuação.

O que te inspirou a fundar a Brota? E como foi seu início?

“Eu não concordo com a palavra “inspiração” nesse contexto, pois ela implica que em um momento tudo se alinhou, e foi o contrário disso. Eu fui para o Vale do Silício trabalhar pelo BNDES/Finep no setor agro. Ao retornar, apresentamos ao BNDES projetos que faziam sentido para investimento, e tínhamos várias boas ideias. Infelizmente, em 2018, nosso projeto acabou sendo deixado de lado. Tínhamos identificado 15 linhas de negócio promissoras para investimento e começamos a fazer análises cruzadas para explorar seu potencial. Observamos que em países como Japão, EUA e Israel, as pessoas estavam cada vez mais interessadas em plantar dentro de suas próprias casas. Decidimos aproveitar essa tendência. Em março de 2020, decidimos deixar nossos empregos e, apenas 15 dias depois, veio a pandemia. Todo nosso dinheiro estava investido na bolsa e perdemos 40% dele.”

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“Optamos por “morar” dentro de um laboratório de impressão 3D que conhecemos ainda quando estávamos na Fluxo. Lá, imprimimos, testamos e construímos nossos produtos no mesmo lugar onde morávamos, de noite produzimos os produtos e de dia saímos para apresentar e procurar compradores. No início, não tínhamos nem produto nem dinheiro. Estávamos gastando nossas economias, que começaram a se esgotar em três meses. Por isso, precisávamos arranjar dinheiro para pagar as contas e continuar investindo. Iniciamos então a pré-venda e conseguimos vender cerca de 20 unidades para cobrir os custos dos materiais de impressão 3D. Posteriormente, lançamos o produto no site, mostrando o MVP e dando um prazo de 6 meses para entrega, explicando que ainda estava em desenvolvimento. Para bancar a operação nesses 6 meses, precisávamos de R$120 mil. Surpreendentemente, conseguimos faturar R$550 mil em apenas 40 dias e começar a operação de forma estruturada.”

Como tem sido para a greentech chegar no mercado geral?

“O primeiro cara a comprar a novidade é o maior usuário da categoria, não é um cara que “gosta da novidade”, é o cara que gosta da categoria. Seu primeiro cliente é o mais importante, ele topa experiências fora do padrão, topa fazer uma “avaliação do produto”, te dar o contato mais próximo dele, o que te ajuda a formar um perfil de cliente. Decidimos ir para São Paulo por causa disso, e nosso NPS aumentou significativamente. No entanto, percebemos que o produto estava mais complexo do que o necessário para cultivar o que desejávamos. Diante disso, ampliamos o uso da tecnologia para qualquer outra planta do mundo e passamos a oferecer diferentes pacotes. Até o final de 2022, tínhamos apenas um produto, mas até o final de 2023, já tínhamos doze.”

Existe uma dificuldade em educar novos clientes?

“Os seus clientes iniciais são os mais importantes porque são os mais dispostos a ter experiências fora do padrão, portanto deve formar sua persona e testar novos produtos. Temos dificuldade em educar novos clientes porque estamos lançando um produto que” ainda não existe”, portanto não tem heavy users. Isso significa que é difícil encontrar pessoas interessadas em comprá-lo, já que não há um grupo de usuários já estabelecido. Por isso, precisamos convencer esses heavy users sobre a utilidade de nossos produtos. Uma estratégia eficaz é abordar os usuários intensivos de vasos de plantas e mostrar como nossos produtos podem agregar valor às suas experiências. A ideia é vender inicialmente algo que eles já usam e estão familiarizados, e então introduzir gradualmente produtos mais inovadores e disruptivos. Dessa forma, esperamos continuar lançando produtos mais otimizados e conquistar novos segmentos de mercado.”

O que é uma rodada de investimentos?

Entender o que é uma rodada de investimentos também é essencial para empresas que buscam crescer e se destacar no mercado. Essas rodadas são momentos em que as mesmas buscam financiamento externo de investidores interessados em adquirir uma parte dela. Isso proporciona capital para o crescimento da empresa e acesso a conhecimentos valiosos dos investidores, ajudando-a a expandir e alcançar seus objetivos. Perguntamos ao Rodrigo como isso ocorreu na Brota Company.

Vimos que a Brota foi muito bem na última rodada de investimentos, qual foi a estratégia adotada?

“Nós optamos por financiar o projeto com dinheiro dos clientes inicialmente, acreditando que essa abordagem seria mais vantajosa do que buscar investidores externos. Em 2021, à medida que o projeto progredia, começamos a receber o interesse de investidores, como a Apex, que se tornou nosso primeiro investidor, com R$1 milhão. Esses investimentos foram essenciais, pois nos proporcionaram o tempo necessário para desenvolver o produto e tempo é dinheiro.
Com isso, conseguimos acelerar nosso progresso, contratando mais pessoas e elaborando planos detalhados sobre como utilizamos os fundos dos investidores. Captar investimentos, porém, pode ser um processo demorado. A primeira rodada de investimentos durou três meses, já a segunda, com uma empresa mais estruturada e com resultados relevantes a serem demonstrados durou apenas cinco dias, demonstrando a confiança e o interesse crescentes em nosso projeto por parte dos investidores. “

Marketing Fluxo

Somos um grupo de graduandos da UFRJ que decidiu ir além das salas de aula da mais tradicional Escola de Engenharia do Brasil. Em busca de vivência empresarial e experiência em gestão, queremos nos preparar o quanto antes para o mercado de trabalho. Para isso, realizamos projetos de engenharia com a supervisão dos professores para resolver os problemas de nossos clientes.

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O que é Fluxo?

Somos uma empresa júnior, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de acordo com a Lei 13.267/2016, e realizamos projetos de consultoria em engenharia. 

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Há mais de 30 anos, a Fluxo realiza projetos de engenharia, com infraestrutura e tecnologia da UFRJ. Prestamos serviços para pessoas físicas, pequenos empreendedores e grandes empresas do mercado. Por isso, temos ampla experiência em consultoria e oferecemos soluções personalizadas para você.