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Engenharia Reversa: 5 Passos Para Replicar Sua Máquina No Mercado

Engenharia reversa: 5 passos para replicar sua máquina no mercado

Engenharia reversa e inovação estão fortemente interligadas

Todo mundo que já desmontou algum equipamento de casa, só para ver como funcionava por dentro, e depois tentou montar de novo, às vezes sem muito sucesso, já teve alguma experiência com engenharia reversa. Ela se baseia fundamentalmente em descobrir o funcionamento de qualquer equipamento ou máquina, como por exemplo, um televisor.

O processo de engenharia reversa é utilizado pela maioria das empresas, pois é muito mais barato e rápido do que criar uma tecnologia nova. Uma empresa compra o equipamento concorrente, estuda o seu funcionamento e como ele foi desenvolvido. Logo após, são feitas algumas modificações e melhorias para lançar ao mercado como um produto novo e diferente, lucrando com esse processo. Sendo assim, a engenharia reversa está constantemente em nosso cotidiano e foi ela que possibilitou evoluirmos do Ford GT para os carros modernos de hoje.

A inovação está fortemente atrelada à engenharia reversa. Todo produto lançado no mercado, dito como inovador, e, por isso, com maior valor agregado, provavelmente é resultado do processo de engenharia reversa. Portanto, essa prática é, na sua essência, o que garante a manutenção da competitividade das empresas no mercado.

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1° passo: Observar

O primeiro passo para realizar a engenharia reversa é observar e entender o funcionamento da máquina ou equipamento em questão. Esse processo é um dos mais importantes, pois necessita de grande conhecimento técnico para descobrir o que acontece no interior do produto.

Ocorrem, ainda, as medições do produto para que se tenha a dimensão de todas as suas peças e, assim, planejar o novo dimensionamento da máquina. É importante para o sucesso desta etapa ter acesso a máquina, podendo observá-la de perto, a fim de não perder nenhum detalhe.

Muitas máquinas não têm suas especificações e aplicações devidamente documentadas, para poder realizar modificações e manutenções depois de produzidas. Sendo assim, a engenharia reversa entra como um meio de entender essas especificações, para, aí sim, modificar a máquina, podendo ser replicada de tal forma a inseri-la no mercado.

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2° passo: Registrar

Depois da análise da máquina como um todo, há todo um trabalho de registro do dimensionamento, funcionamento e especificações da máquina ou equipamento antes de sofrer a engenharia reversa. Isso ajuda muito no processo, pois muita das vezes a máquina não estará disponível sempre que o engenheiro precisar fazer uma medição, por exemplo.

Estudar e perguntar como o manuseio e o uso da máquina são feitos, e como devem ser feitos após a engenharia reversa, reflete em um ótimo indicador de sucesso do processo. Sendo assim, ter essas informações documentadas, principalmente na etapa de realizar as modificações na máquina, é de suma importância.

3° passo: Buscar

Deve-se ter muito cuidado com a detenção do copyright dos produtos a que se quer aplicar a engenharia reversa. Copyrights se traduzem, muitas vezes, em patentes sobre tais produtos, a fim de evitar a cópia da tecnologia por parte de outras empresas e pessoas. Desta forma, o praticante de engenharia reversa deve se atentar muito bem aos direitos jurídicos que o dono da tecnologia que se quer estudar possui.

Para contornar os efeitos dos copyrights e patentes, existe uma metodologia chamada clean room design. Esse método consiste em utilizar a engenharia reversa a fim de entender o funcionamento do produto.

Para isso, deve se partir da premissa que as modificações da engenharia reversa devem ser feitas por pessoas diferentes das que desenvolveram a tecnologia em primeira mão. Assim, as pessoas que realizam a engenharia reversa têm acesso somente a especificação do sistema, dependendo da sua capacidade para descobri-la.

Um caso clássico de clean room design foi praticado pela Compaq em 1982. No ano anterior, a IBM havia entrado no negócio de computador pessoal. O firmware utilizado na inicialização do hardware das máquinas era propriedade da IBM e, portanto, protegido legalmente. A Compaq, por sua vez, produziu seu primeiro PC, chamado “PC compatível”.

Visto que o firmware da IBM era já protegido, a Compaq não poderia copiá-lo diretamente, porém, o acordo nada falava sobre uma mudança no mesmo. Sendo assim, a Compaq fez uma engenharia reversa do produto, usando o clean room design.

Visto isso, é crucial que seja analisada a situação jurídica do produto a se fazer a engenharia reversa, antes de realizá-la de fato.

4° passo: Projetar

Essa é a etapa na qual serão planejadas as modificações em relação ao equipamento ou máquina original. Nesse momento, é muito importante o engenheiro ter de forma bem clara o objetivo da engenharia reversa, ou seja, qual será a finalidade daquele produto e o que deve ser feito para atingir o mesmo.

Para muitos, é mais fácil modificar o que já está desenvolvido. Na verdade, não é tão fácil assim. O processo de reinventar algo que já está funcionando, propondo algo inovador e que possa atender às novas exigências do produto, para que ele possa ser replicado no mercado, não se configura uma tarefa fácil.

Na maioria das vezes, o foco do projeto se dá em uma parte da máquina ou equipamento. Porém, o fato é que essa modificação em determinada parte pode mexer com a configuração de todo o produto, havendo necessidade de modificá-lo como um todo. Além disso, há casos em que o objetivo da engenharia reversa é realizar um novo dimensionamento da máquina inteira. Nesses casos, a grande maioria da máquina deverá ser modificada, alterando, assim, as especificações de peças, motores, chapas etc.

Visto isso, pode-se concluir que o projeto de engenharia reversa é tão complicado quanto o de engenharia convencional. Pode ser até mais complicado, dependendo do objetivo.

 

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5° passo: Executar

A execução do projeto de engenharia reversa não foge muito do de um convencional. Determinados todos os requisitos e premissas do projeto, haverá primeiramente um estudo, definindo como serão aplicadas as modificações e se terá necessidade de utilizar outro material para determinada parte do produto. Se sim, deve ser estudado qual material a ser utilizado, dentre outros pontos a se atentar no projeto.

Uma etapa crucial para esse último passo é a modelagem 3D. Esse é um método muito utilizado nos dias de hoje para ajudar na visualização do produto que se quer construir. Com ela, é possível prever erros e defeitos na máquina, além de possibilitar a apresentação do produto para terceiros, como investidores, a fim de vender a ideia de uma forma mais clara e visual.

Além disso, é realizado também os desenhos técnicos, com todas as medidas do produto, para possibilitar a fabricação do mesmo de uma forma mais fácil e rápida. Tudo isso é feito em programas de computadores, como SolidWorks e AutoCAD.

A engenharia reversa está presente em nosso cotidiano

Pode-se perceber, desta forma, que tudo que temos hoje foi originado de máquinas e equipamentos rudimentares, que sofreram constantes engenharias reversas até chegarem no que nós conhecemos. Logo, a engenharia reversa é de suma importância para a evolução da nossa sociedade como um todo, e está sendo praticada todos os dias, em algum lugar do mundo.

Quer entender melhor sobre desenvolvimento de máquina ou equipamento?

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