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Design Inteligente! Como a Inteligência artificial participa no processo criativo

Design Inteligente! Como a Inteligência artificial participa no processo criativo

Notebook aberto com uma lâmpada na tela

Com a ascensão das IAs no século XXI, muito se discute sobre as diversas possibilidades de sua utilização, seu impacto no mercado de trabalho e como utilizá-las no processo de design inteligente. O uso da IA começou a se tornar uma realidade em nossas vidas, sendo essencial no dia a dia de diversas profissões e no cotidiano dos profissionais que trabalham com criatividade não foi diferente… 

Mas peraí, vamos com calma! O que é uma IA? O que é um processo criativo? Não se preocupem, antes de adentrar no assunto do blog especificamente, irei aprofundar os dois elementos desse tópico separadamente, para assim conseguirmos ter um entendimento melhor a respeito dessa discussão, então vamos lá?

Design inteligente; Para ser criativo existe um processo?

Já refletiu sobre a origem das grandes inovações no mundo, como o avião? Diferentemente do que muitos imaginam, o processo não é tão simples quanto um insight repentino. Santos Dumont não acordou de manhã com uma ideia genial; pelo contrário, o desenvolvimento de tais inovações muitas vezes segue um caminho trilhado por inventores anteriores que, embora tenham falhado, contribuíram para o avanço da ideia. A trajetória de Santos Dumont em direção ao sucesso com o avião envolveu extensas etapas de pesquisa, estudo e testes, fundamentais para transformar uma concepção inicial em uma realização concreta.

Logo, percebemos que para maturar e executar uma ideia precisamos do nosso famoso processo criativo.Ele consiste em uma sequência de etapas específicas que criam um ambiente suscetível para o nosso cérebro gerar, validar e desenvolver ideias que sejam pertinentes ao projeto em que estamos trabalhando. Quando mencionamos um processo criativo é importante ressaltar além da etapa de geração de novas ideias mas também as etapas de validação e desenvolvimento dessas ideias que já foram geradas.

Para ficar mais claro, irei dar exemplos de etapas que passamos em um processo criativo de uma identidade visual:

1 – Imersão: coleta de informações com o cliente(briefing), estudos de identidades visuais, definição de arquétipo e realização do painel semântico. 

2- Conceituação: definição do conceito da marca(Criação do pensamento e mensagem que o projeto irá seguir.), definição de cores e tipografias.

3- Projeção: Definição de logos, grafismos/padronagens e mockups para apresentação. 

4– Finalização: Reunião final com o cliente, envio do pacote de arquivos e manual da marca.

Todas essas etapas foram consolidadas com o intuito de gerar oportunidades em que a equipe do projeto esteja mais conectada com os objetivos finais do projeto e consiga ter os insumos necessários para pensar em soluções criativas que promovam um resultado de sucesso alinhado com as necessidades do cliente. 

Assim, muitas vezes quando imaginamos o desenvolvimento de uma Identidade visual pode parecer algo simples e fácil certo? Basta definir cores que gostamos, fazer alguns desenhos legais, depois escolher qual gostamos mais e voilá: um sucesso! Mas como vimos nas etapas acima, é um processo de extrema preocupação com a estratégia por trás do desenvolvimento de uma marca. Nesse sentido, o processo criativo é algo que não será necessariamente visto no resultado final do projeto, mas será a causa desse resultado final.

O que de fato é inteligência artificial

A Inteligência Artificial (IA) refere-se à capacidade de uma máquina ou sistema computacional realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana. Essas tarefas incluem o aprendizado, a resolução de problemas, a compreensão de linguagem natural, a percepção visual, o reconhecimento de voz, a tomada de decisões e muito mais. Temos três tipos delas hoje em dia:

  • Inteligência Artificial Limita (ANI): armazena grandes volumes de dados e executa tarefas específicas e especializadas. Exemplos: sistemas de recomendação personalizados, como os usados por plataformas de streaming de vídeo, reconhecimento de voz e chatbots
  • Inteligência artificial geral (AGI): considerada de “nível humano”, é capaz de entender, aprender e aplicar conhecimentos em uma ampla variedade de domínios.A AGI busca alcançar um nível de inteligência mais abrangente e versátil. Com o tempo, a IA forte conseguiria não precisar mais da interferência humana e desenvolver sua própria consciência. (a implementação prática de uma IA com essa amplitude ainda não foi alcançada.)
  • Superinteligência (ASI): ainda em estudo, espera-se que essa IA seja capaz de superar os melhores cérebros humanos em termos de criatividade, resolução de problemas e habilidades cognitivas.Porém, ainda há debates éticos e preocupações associadas a uma IA superinteligente devido ao seu potencial impacto na sociedade e no controle humano.(a implementação prática de uma IA com essa amplitude ainda não foi alcançada.)

Bom, mas então só temos a AGI sendo utilizada hoje em dia? Isso mesmo e estão mais próximas do que imaginávamos, como grandes exemplos de IAs especializadas em uma tarefa que utilizamos no nosso dia a dia temos:

  • IA do google fotos: o app de fotos permite pesquisar elementos específicos numa foto. Por exemplo, se quiser encontrar uma bicicleta, basta pesquisar a palavra “bicicleta”. aparecerão todas as fotos com bicicletas do seu rolo de câmera.
  • Alexa, Siri e Google Assistance utilizam bots automatizados e de reconhecimento de voz para responder perguntas.

Mas e agora? podemos ter máquinas criativas?

Bom, agora tendo em mente como funciona um processo criativo e uma inteligência artificial nos surge a dúvida: Como uma IA (inteligência artificial) conseguiria entrar nessa história? Ela seria capaz de alcançar o pensamento criativo do cérebro humano? Segundo Diego Machado, CCE global da AKQA para a entrevista para o canal “MeioeMensagem” – “O impacto maior está por trás das câmeras”.

Então, o que essa afirmação significa?A partir dela parte para o insight de que as IAs podem ser usadas durante o processo de criação, atuando como ferramentas auxiliares, otimizando as operações. Nesse sentido, temos um grande tópico nesse insight também: a IA irá substituir nossos empregos? e a resposta aqui é não! 

No vídeo de Eric groza “Não deixe a IA roubar o seu emprego: Como agências e marketing podem alavancar a geração de imagens” temos um bom exemplo de como a IA pode ser aproveitada:

O youtuber explora como o uso do “prompt”(comando dado a IA para realizar a tarefa que se deseja) pode influenciar as respostas da tecnologia, destacando o caso em que ele empregou o “mid journey”( IA que gera imagens com base nos “prompts”) para criar uma colaboração entre a Ikea e a Patagônia. Eric direcionou a máquina focando nos conceitos das duas marcas e aproveitou a sensibilidade da visão humana para orientar a criação da máquina.

Ao longo do projeto, Eric definiu a ideia final e otimizou seu processo de validação e desenvolvimento através de várias tentativas e rápidas visualizações das suas ideias. O resultado desejado foi alcançado por meio dos comandos dados à IA, demonstrando a capacidade de influenciar e ajustar o processo para atingir os objetivos desejados. Além disso, Eric utilizou o chat GPT para desenvolver o texto da campanha, modificando-o conforme necessário. Isso ilustra a versatilidade da IA, que pode ser aplicada de diversas maneiras ao longo do processo criativo, desde a geração de ideias até a criação de conteúdo final.

Junto com o exemplo do MidJourney que Eric utilizou, trarei aqui algumas das IAs mais famosas que podem ser usadas pelos criativos:

  • Mid Journey: O Mid Journey gera imagens a partir de descrições em linguagem natural, chamadas de prompts. Ela pode ser usada na hora de pedir referências para seus projetos ou gerar imagens que possam fortalecer ou validar a ideia do seu projeto. ótimo para a visualização das ideias 
  • O chat GPT é  um chatbot que consegue conversar sobre diversos assuntos e assim sendo muito utilizado para a busca de informações de forma ágil. Pode ser utilizado para auxiliar nas etapas de pesquisa ou até criação de textos do seu projeto. Por exemplo, em projetos de UI/UX design, precisamos criar textos que se alinhem com o universo do usuário. O chat GPT consegue auxiliar nessa criação para o seu uso em protótipos de teste.
  • Clarice.ai: Como uma inteligência artificial especializada em processamento de texto, a ferramenta tem a capacidade de corrigir imprecisões gramaticais, aprimorar a clareza, concisão, originalidade e formato do conteúdo. A IA é capaz de compreender o estilo de escrita do usuário, proporcionando sugestões de melhoria que se alinham de maneira mais precisa ao tom do texto, mantendo a consistência e o padrão do conteúdo.
  • A IA do pacote Adobe revolucionou o trabalho do designer. Um exemplo é a ação de recortar um objeto no Photoshop. Antes, o designer gastava muito tempo na função caneta para removê-lo. Agora, essa tarefa pode ser concluída em segundos, economizando significativamente o seu tempo..
  • Tome app: A IA a partir da instrução de um texto como base para gera slides contendo a estrutura e informações importantes para o storytelling de uma apresentação.
  • Khroma:  O Khroma destaca-se ao criar paletas de cores, gradientes e facilitar a aplicação em imagens, tornando-se uma ferramenta valiosa para acelerar o desenvolvimento de novos projetos.
  • Logo aí: serve para criar logos com base na proposta da marca, pode ser usado como fonte de inspiração para criação e validação de ideias iniciais. 
  • Attention Insight: Faz o uso de algoritmos para avaliar e fornecer informações sobre o grau de interatividade de seus usuários com a interface visual de seu design inteligente.

Conclusão

Apesar da novidade e possíveis receios iniciais devido ao desconhecido, precisamos nos adaptar aos lançamentos do mercado. Eles não visam substituir-nos, mas sim otimizar nossos processos e melhorar nosso dia a dia no trabalho, nos fazendo ter uma relação melhor com nossos processos. Para saber ainda mais sobre o uso das IAs nas profissões acesse o blog

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